A Justiça portuguesa confirmou o congelamento de 72 milhões de euros pertencentes ao general Leopoldino Fragoso do Nascimento, conhecido como "Dino", um dos homens mais influentes do círculo do antigo Presidente angolano José Eduardo dos Santos. A decisão resulta de um pedido de cooperação judiciária apresentado pelas autoridades angolanas, no âmbito de um processo-crime que corre em Angola e no qual o antigo dirigente foi condenado, em primeira instância, a cinco anos de prisão.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) instaurou um processo de investigação contra a ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen do Sacramento Neto, por alegados indícios de má gestão no sector. O inquérito está a ser conduzido pela Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal (DINIAP) e resulta de denúncias apresentadas pelo sindicato dos trabalhadores do Ministério ao longo dos últimos dois anos.
Angola poderá deixar de garantir assistência médica totalmente gratuita para todos os cidadãos com a entrada em vigor do novo Sistema Nacional de Saúde, cuja aprovação está prevista para ainda este ano.
O Presidente angolano, João Lourenço, felicitou hoje a República Democrática do Congo (RDCongo) pelo 66.º aniversário de independência, país com o qual, afirmou, Angola partilha as preocupações com a paz e estabilidade interna e na região.
O general na reforma Higino Carneiro entregou hoje a sua candidatura à liderança do MPLA com mais de 19 mil subscrições, apesar de "pressões" e "perseguições" durante a recolha de assinaturas, que denunciou internamente.
O general na reforma Higino Lopes Carneiro, pré-candidato à presidência do MPLA, foi hoje notificado de uma acusação do Ministério Público por peculato e branqueamento de capitais, anunciou a Procuradoria-Geral da República (PGR).
O presidente da Adalberto Costa Júnior lançou um apelo ao diálogo nacional e à participação cívica dos angolanos, numa mensagem publicada na sua página oficial nas redes sociais, onde defendeu uma visão de governação assente na inclusão, transparência e alternância democrática.
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, afirmou esta quarta-feira que Angola continua dependente de um modelo económico excessivamente assente no petróleo, na dívida pública e na concentração de recursos nas mãos do Estado, defendendo a implementação de reformas estruturais capazes de promover um desenvolvimento sustentável e inclusivo.
O pré-candidato à presidência do MPLA, António Venâncio, denunciou esta terça-feira alegadas irregularidades e dificuldades no processo de preparação do 9.º Congresso Ordinário do partido, acusando a direcção de não garantir igualdade de tratamento entre os concorrentes e admitindo, pela primeira vez, a possibilidade de integrar outra formação política caso a sua candidatura não avance.
A empresa israelita BlackCore, suspeita de ter conduzido operações de interferência nas eleições autárquicas francesas realizadas em Março, é também apontada pelas autoridades francesas como estando ligada a actividades de influência digital em Angola, Togo, Escócia e Nova Iorque.
O pré-candidato à liderança do MPLA, António Venâncio, defendeu a necessidade de aprofundar a democracia interna no partido no poder, considerando que o processo de democratização de Angola está directamente ligado à capacidade de renovação e abertura democrática da formação política que governa o país desde a independência.
A empresária angolana Isabel dos Santos voltou a criticar duramente a governação do Presidente João Lourenço e admitiu que poderá apoiar uma mudança de rumo no MPLA, ao mesmo tempo que considerou que uma recente decisão da Justiça portuguesa reforça a sua defesa relativamente à aquisição da Efacec.
O Tribunal Supremo condenou esta terça-feira o juiz José Pereira Lourenço a uma pena de cinco anos de prisão efectiva pelo crime de peculato, encerrando um dos processos judiciais mais mediáticos dos últimos anos envolvendo um magistrado em Angola.
A candidatura de Higino Carneiro à presidência do MPLA apresentou um pedido formal de impugnação do processo eleitoral interno do partido, alegando a existência de irregularidades que, segundo os seus representantes, terão sido praticadas pela equipa de campanha do actual líder do partido e Presidente da República, João Lourenço.