Terça, 22 de Outubro de 2019
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Domingo, 15 Setembro 2019 15:17

“Há angolanos a dificultarem o investimento estrangeiro no nosso País”

O apelo ao investimento estrangeiro em Angola é dos aspetos patentes nos discursos do Presidente da República, João Lourenço, desde que tomou posse – mas, pelos vistos, há quem esteja a agir em sentido contrário, em vez de facilitar o processo, de acordo com o director para África e Medio Oriente para Organizações Regionais do Ministério das Relações Exteriores, Afonso Eduardo.

O responsável afirma haver “factores concretos” de multinacionais que pretendem investir em Angola. “Mas as pessoas que estão nos lugares de decisão tornam o processo difícil, ou tornam as licenças na condição de lhes ser depositado dinheiro nas suas contas bancárias domiciliadas no exterior do País”, denunciou Afonso Eduardo, salientando que, diante destas dificuldades, “essas multinacionais apenas arrumam as malas, vão-se embora e passam a palavra aos demais investidores”.

Desde que tomou posse, o Presidente da República tem se desdobrado pelo mundo apelando ao investimento estrangeiro, um processo iniciado, na prática, com a revisão da Lei do Investimento Privado, que retirou da antiga lei, entre outros, a obrigatoriedade de os estrangeiros manterem parcerias com nacionais.

Recentemente, João Lourenço voltou a garantir, em Brazzaville, a vários investidores de diversas partes do mundo e diferentes sectores da economia, representantes de instituições financeiras internacionais e homólogos, que Angola tem criadas as condições para protecção jurídica dos investimentos, num ambiente de transparência e livre concorrência.

João Lourenço discursava na abertura do “Fórum Investir em África” (FIA), que decorreu no Centro Internacional de Conferência de Kintélé, arredores de Brazzaville: “o objectivo é que os homens de negócios, estrangeiros ou nacionais, possam realizar investimento seguro, e é possível pelo facto de o Executivo estar a implementar um programa de estabilização macroeconómica com resultados animadores na consolidação fiscal, redução da taxa de in-flação, normalização gradual do mercado cambial e outros indicadores que, em conjunto, contribuem para uma melhoria do desempenho da economia angolana”. MERCADO

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