O economista-chefe da consultora Eaglestone considerou hoje à Lusa que o Orçamento de Estado para 2023 de Angola mostra a melhoria nas condições económicas, mas alertou que ainda vai demorar até as condições de vida da população melhorarem.
Angola tem o quarto combustível mais barato do mundo, mas os angolanos temem que este cenário mude, com o anunciado fim dos subsídios, por pressão de instituições financeiras internacionais.
A consultora Oxford Economics estima que a economia angolana vá abrandar este ano para 2,6% devido à descida da produção e do preço do petróleo, depois de ter registado um crescimento próximo de 3% no ano passado.
O Instituto internacional do Reino Unido Chatham House revelou que Angola é o país africano que mais se endividou com a China nos últimos 20 anos, em mais de 40 mil milhões de dólares.
Angola deve precisar de uma taxa média anual de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 8% para que em 2027 possa ter uma taxa de desemprego na ordem dos 18%, estimou hoje o economista Alves da Rocha.
A economia angolana deverá manter em 2023 a tendência de crescimento registada em 2022, mas menos robusta do que no ano precedente, mantendo-se o desemprego acima dos 30%, antecipou o economista Wilson Chimoco.
O economista Alves da Rocha criticou hoje a falta de políticas públicas “consistentes” para a redução da “tremenda” taxa de pobreza em Angola e estimou que a economia angolana deve crescer entre os 2,3% e 2,5% em 2023.