Numa nota divulgada na sua página oficial na rede social Facebook, o líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Adalberto Costa Júnior, expressou "profunda preocupação" com a situação em Benguela, onde o rompimento de um dique de proteção do rio Cavaco provocou inundações severas em vários bairros da cidade, obrigando centenas de famílias a abandonar as habitações.
"O que se vive neste momento exige mais do que atenção distante. Exige presença do Estado, coordenação efetiva dos serviços de proteção civil e uma resposta imediata, com foco na salvaguarda de vidas humanas, no socorro às populações isoladas e na redução dos danos materiais já em curso", afirmou o dirigente político.
Adalberto Costa Júnior acrescentou que estas situações recordam "a importância da prevenção e manutenção das infraestruturas de contenção", que considerou "tão importantes quanto a resposta em emergência".
O político apelou ainda às autoridades competentes "para que mobilizem todos os meios necessários, reforcem as operações de evacuação e assistência e garantam abrigo digno às famílias afetadas", manifestando solidariedade às populações atingidas, "que enfrentam neste momento perdas, incertezas e deslocações forçadas".
Chuvas torrenciais voltaram a atingir Angola no fim de semana, provocando inundações e duas vítimas mortais já confirmadas, com destaque para a província de Benguela, onde o transbordo do rio Cavaco deixou vários bairros submersos.
Há também registo de inundações em zonas residenciais junto ao rio e do corte da circulação rodoviária entre os municípios de Benguela e Lobito, tendo sido igualmente interrompida a circulação ferroviária.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram moradores que tiveram de abandonar as casas e procuraram refúgio nos telhados de habitações, pedindo socorro.

