Angola passa de 18 para 21 províncias, mas mudança é criticada. À DW, analista diz que as autarquias, e não a nova divisão, seriam mais eficazes para aproximar o governo do povo e resolver problemas estruturais do país.
Importa ter em consideração a função dos atores não estaduais, em particular dos líderes partidários, que não têm poderes formais, mas conseguem condicionar o funcionamento do governo. Sobretudo, importa não esquecer que compete aos partidos indicar os cabeças-de-lista às presidenciais angolanas.
Apesar de não ter reunido consenso entre os principais Grupos Parlamentares, UNITA e MPLA, foi aprovada, na última quarta- feira, 14, a Proposta de Lei sobre a Divisão Político-Administrativa do país, levando a “reboque” a iniciativa de divisão da província de Luanda, iniciativa do MPLA. Com a aprovação desta Lei, o país ganha três novas províncias, que se juntam às 18 já existentes.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou hoje quinta-feira que não se pode falar de repatriamento de ativos de Isabel dos Santos congelados em Portugal uma vez que a empresária angolana “ainda não foi julgada nem condenada”.
Luanda recebe, nos próximos dias 20 e 21 de agosto, nova reunião ministerial entre a República Democrática do Congo (RDCongo) e o Ruanda para discutir a proposta de paz para o leste da RD Congo, anunciou a presidência angolana.
O porta-voz do MPLA, Esteves Hilário, assegurou esta quinta-feira, 15, que o Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2025 vai já contemplar as três novas províncias surgidas no âmbito da divisão político-administrativa do País.
Sou optimista e construtivista por natureza. Mas o que se passa, hoje, no mundo me entristece tanto, especialmente, quando não é estimulante para Angola que precisa de superar o seu problema de bloqueio de qualquer liderança libertadora de energias para a felicidade das suas populações.
O Banco de Poupança e Crédito (BPC) recuperou perto de 40 mil milhões de kwanzas do crédito malparado, num universo de Kz 400 mil milhões (20%) da carteira de incumprimentos, anunciou, esta quarta-feira, em Luanda, o presidente do Conselho de Administração do banco do Estado.
Juristas angolanos mostraram ceticismo quanto à lei ao abrigo da qual o General Kamalata Numa da UNITA ficou sujeito a termo de identidade e residência e apresentações periódicas por alegado crime de ultraja ao estado, mas um deles fez recordar que as leis em vigor têm que ser aplicadas.
Quatro organizações angolanas pediram às autoridades judiciais portuguesas e angolanas para explicarem porque é que os bens de Isabel do dos Santos que foram congeladas ainda não foram devolvidos a Angola.