O Banco BIC Angola está num processo negocial que visa a venda de parte do seu capital a um grande banco internacional, estando em causa uma participação entre 10% e 15%, adiantou hoje o presidente da instituição, Fernando Teles.
O comandante da Polícia Nacional na Ilha de Luanda é acusado de torturar a activista Laurinda Gouveia e mais um companheiro, Óscar Fernandes, com barras de ferros e ameaça-los de morte caso voltem a se manifestar.
Um dia depois das manifestações do fim-de-semana em Luanda, os partidos na oposição em Angola defendem que o país só será um país democrático e de direito sem o MPLA e José Eduardo dos Santos no poder. O partido no poder acusa de crime os que pedem a demissão do Presidente da República.
Segundo o antigo director-adjunto dos Serviços de Informação e Segurança do Estado (SINSE) de Luanda, Paulo Mota, em declarações a instância de defesa, Manuel Miranda ordenou, Francisco Pimentel, vulgo Kiko, disparou e Luís Miranda só assistiu. Mas o autor dos tiros acusou-o de ser o mandante.
Se há um país onde a Oposição não tem a vida minimamente facilitada, ele chama-se Angola dos nossos dias, ou dos dias que tardam em passar, por se estarem a movimentar de forma muito lenta e sempre aos empurrões.
Laércio Lukeny Mateus era um menino saudável e feliz, até que uma violenta queda do 3º andar o deixou a mercê de um leito em que ficaria durante sete meses de calvário, imóvel e sem fala.
O primeiro aniversário da morte de um dirigente da oposição angolana, atingindo a tiro por elementos da Unidade Guarda Presidencial (UGP), foi hoje assinalado em Luanda com uma marcha de protesto que decorreu sem incidentes conhecidos.
Os dois repórteres do Folha 8 que ontem acompanharam profissionalmente a manifestação que, em Luanda, envolvia dez movimentos contestatários reunidos no autodenominando Conselho Nacional dos Activistas de Angola, foram vítimas – como muitos outros – da sanha persecutória do regime.
O regime tem invertido sistemicamente a verdade econômica e financeira do país ao longo dos trinta e cinco anos de poder totalitário, ridicularizando-a com mentiras líricas de crescimento a mistura.
Um estudo sobre o ensino dos Direitos Humanos nas escolas católicas de Angola revelou a existência de uma dicotomia em relação ao que crianças e adolescentes angolanos aprendem e a realidade nas famílias e sociedade.