A UNITA considera "oportuno e corajoso" o pronunciamento da juíza conselheira do Tribunal Constitucional, Luzia Sebastião, segundo o qual a verba de cinco milhões de kwanzas atribuída para a gestão do edifício, onde trabalham mais de 1.500 pessoas, é insuficiente.
Novos relatos apontam para um alegado "massacre" de fiéis da seita A Luz do Mundo, do pastor Julino Kalupeteka, no Kwanza-Sul, onde uma pequena comunidade se havia instalado. A polícia tem uma comissão a averiguar o que de facto aconteceu no local.
A assumpção de uma autocrítica no VII Congresso do MPLA, pelo seu presidente, além de um sinal importante ao eleitorado e também de mensagem para o interior do seu partido, apelando a uma alteração de postura na governação e na relação com os bens públicos, acabou por despoletar uma verdadeira sessão de apostas entre analistas.
Os 85 engenheiros da Efacec a quem a administração da empresa deu até esta quarta-feira para devolverem as viaturas que lhes estavam adstritas, entregaram os automóveis, mas "não se conformam" e prometem "lutar até às últimas consequências" pela reposição da situação.
“Camarada presidente continua a conduzir os destinos do país, o povo pede”, diz o slogan da campanha presidencial discretamente iniciada há dias. A colocação de outdoors em locais-chave de Luanda é um dos primeiros passos de uma estratégia que visa preparar a opinião pública nacional e internacional para a manutenção de José Eduardo dos Santos no poder.
Por Rafael Marques de Morais
Em Maio de 2008, o presidente da UNITA, Isaías Samakuva, disse em Luanda que o seu Partido tem no homem o centro das atenções para o programa de governo da mudança. Se as palavras correspondessem aos actos, os angolanos agradecerão, certamente. Mas já lá vão oito anos e tudo não passou de vãs promessas.
Por Orlando Castro | F8
A polícia angolana impediu nesta quinta-feira, 1, a realização de uma manifestação a favor da soltura do activista Francisco Gomes Mapanda“Dago Nível Intelecto”, condenado a oito meses de prisão pelo Tribunal de Luanda.
A Polícia angolana deteve um homem no município de Viana, arredores de Luanda, acusado da morte de duas pessoas a quem alegadamente administrou vacina antirrábica.
Em 2003, o homem que acaba de ser escolhido para segunda figura do MPLA por José Eduardo dos Santos estava a cumprir o seu quinto ano como secretário-geral do partido, cargo que acumulava com a presidência da Comissão Constitucional. O Presidente angolano tinha equacionado publicamente pela primeira vez retirar-se da vida política, o que causava enorme impacto. Chamado a comentar as declarações de José Eduardo, João Lourenço afirmou que as palavras do Presidente eram para levar a sério, porque era um homem de palavra e de honra.
Nestas duas linhas de análise e julgamento pessoal do caso que faço, porque me impressionou a acalorada discussão que provocou nas redes sociais, aproveito para salientar alguns aspectos do meu próprio engajamento na luta pela correcção pacífica da situação jurídico-política e institucional grave que Angola vive. Tão grave (por isso mesmo uma pequena questão levanta tantas labaredas – não sangrentas ainda, graças a Deus) que devia preocupar mais gente de todos os quadrantes elitistas (no melhor sentido) de Angola.
Por Marcolino Moco