Todas as regras e instituições que criámos, e pagamos com os nossos impostos, para fazer o trabalho de evitar o branqueamento de capitais, mais uma vez falharam. É completamente caricato e frustrante.
O professor de Ciência Política em Oxford Ricardo Soares de Oliveira considerou hoje à Lusa que o conflito entre Angola e a empresária Isabel dos Santos é "intensamente político" e ultrapassa o funcionamento normal do Estado de direito.
O 1.º de Agosto e Petro de Luanda falharam, este sábado, a qualificação para os quartos de final da Liga dos Clubes Campeões Africanos em futebol, após empatarem nos jogos da quinta e penúltima jornada da fase de grupos.
O analista responsável pelo departamento africano na consultora britânica IHS Markit, Bryan Plamondon, disse à Lusa que a economia angolana deve sair da recessão este ano, “apesar de registar um crescimento modesto de 1%”.
As ações do governo de Angola de combate à corrupção são transformadoras, mas vistas pela população de Angola como um acerto de contas dentro do partido há quatro décadas no poder.
A revelação dos documentos do Luanda Leaks criou um forte dano reputacional a Isabel dos Santos, que até recentemente era uma espécie de princesa de Angola. O caso tem um grande impacto em Portugal e em importantes empresas nacionais onde é acionista de referência.
A Polícia Judiciária (PJ) de Portugal acredita que Rui Pinto pode estar na origem da divulgação de dados relativos ao processo Luanda Leaks.
O investigador angolano Francisco Maiato Gonçalves acredita que a legislação que regulamenta a caça "ainda é colonial" e "já não se adequa aos tempos atuais", sendo necessária uma revisão para evitar a extinção de espécies.
O cenário poderia ser paradísico: uma ilha de areia clara bordejada de palmeiras, frente à marginal de Luanda, um espelho de água onde volteiam algumas aves, a placidez silenciosa das embarcações de pesca.
De acordo com a lei angolana, um retorno de capitais voluntário por parte de Isabel dos Santos poderá servir como circunstância atenuante num eventual julgamento. Quem o explica é Hélder Pitta Gróz, procurador-geral da República de Angola, que em entrevista à RTP contou ainda o que foi discutido durante o seu encontro com a homóloga portuguesa na quinta-feira.