Segunda, 25 de Janeiro de 2021
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Terça, 12 Janeiro 2021 07:14

Angola consegue margem de manobra com três anos de diferimentos à China assegurados

A economia angolana, fortemente alavancada com dívida de entidades chinesas, tem sofrido ultimamente com a volatilidade dos mercados petrolíferos, bem como com a evolução da pandemia no país e com os escândalos de corrupção no Estado revelados pelo Luanda Leaks.

Angola assegurou três anos de diferimentos junto dos seus credores chineses, anunciou a ministra das Finanças angolana esta segunda-feira, que destacou também os 700 milhões de dólares (576,1 milhões de euros) que o país deverá receber do Fundo Monetário Internacional (FMI) nos próximos dias.

Angola encontra-se numa situação frágil, como destaca a Reuters, numa altura em que a volatilidade no mercado petrolífero mundial e o impacto da pandemia complicam a performance de uma economia já pressionada pelo custo da sua dívida. O país tem mais de 20 mil milhões de dólares (16,47 mil milhões de euros) em dívida a entidades chinesas.

Por outro lado, mais de 2,5 mil milhões de dólares (2,06 mil milhões de euros) foram canalizados para o país como parte do maior programa de financiamento do FMI na África Subsariana, que agora deverá disponibilizar mais uma tranche. Angola faz parte do Programa de Suspensão do Serviço da Dívida do G20, em que as maiores economias do mundo aprovaram diferimentos na dívida soberana de 46 países em 2020.

A ministra das Finanças fez ainda saber que a expectativa agora passa pela captação de maior investimento direto estrangeiro que crie emprego e valor, numa altura em que o país tenta recuperar algumas ajudas ao Estado que foram interrompidas na sequência do escândalo de corrupção divulgado pelo Luanda Leaks. JE

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