As novas linhas de crédito concedidas pela China a Angola elevam a quase 20 bilhões de dólares o total concedido ao país africano, que atravessa carências financeiras, segundo a Economist Intelligence Unit (EIU).
As críticas violentas de Angola ao governo português sucedem-se: depois do embaixador angolano em Portugal, no fim-de-semana, desta vez foi o número dois do MPLA em Luanda.
A senha "o filho de Nogueira vai casar no dia 15" ainda hoje permanece na memória de Manuel Inácio, antigo guerrilheiro da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), que em 1961, decidiu aderir ao movimento. Hoje admite que o país podia o paraíso pelo qual lutou desde os 18 anos.
Os partidos angolanos criados após a independência são unânimes em afirmar que pouco melhorou em 40 anos, colocando a responsabilidade na guerra civil que se seguiu, em que não intervieram, e no partido que lidera Angola desde 1975.
Cerca de 40 empresas, incluindo as maiores operadoras internacionais do sector, operam actualmente na produção de petróleo em Angola, prevendo-se que o salto para a actividade no pré-sal possa acontecer dentro de cinco anos.
O director do jornal de Angola dedica o editorial deste domingo a criticar a “ingerência portuguesa” no caso de Luaty Beirão que, segundo esta publicação, está a “ultrapassar todos os limites”.
O autor do livro Magnífica e Miserável: Angola desde a Guerra Civil prevê que a repressão em Angola persista e se aprofunde. Em entrevista, Ricardo Soares de Oliveira fala sobre as "mudanças vertiginosas" no país desde a paz em 2002.
O advogado de Luaty Beirão, em greve de fome há 35 dias, reuniu-se com o ativista angolano, na clínica privada de Luanda onde está sob detenção, tendo-o encontrado "lúcido" e "preocupado" com a falta de respostas dos tribunais.
Quarenta anos depois da independência, muitos recusam chamar a Angola um país democrático. Há vários jornais, mas pouco pluralismo e espaço de debate. “Há pessoas que têm medo de falar. Não foi para isso que se quis a independência”. O processo dos 15 jovens "é desastroso para a imagem" do governo
Rafael Marques defende que é urgente “criar um quadro de transição” para Angola, que demova o actual Governo pacificamente e prepare a realização de eleições livres e justas no futuro.