O sheik Altino Miguel, que falou à Lusa sobre a visita do Papa Leão XIV, a decorrer entre os dias 18 e 21 deste mês, considerou tratar-se de um evento importante para o país, e em particular para os fiéis da Igreja Católica.
“Esperamos que seja uma oportunidade para reforçar os laços de amizade e de cooperação entre as religiões locais”, disse Altino Miguel, frisando que a visita vai igualmente “contribuir para promover a paz, a tolerância e o diálogo inter-religioso no país”.
A terceira visita de um Papa a Angola, acrescentou, “é um evento importante, senão histórico”, demonstrando “a importância que Angola tem na arena da fé católica, que igualmente atribui ao seu povo”.
“Além disso, é uma oportunidade para o Papa abordar temas importantes como a paz, reconciliação e o desenvolvimento sustentável em Angola”, frisou.
A expectativa, segundo o líder da CISA, é que o Papa Leão XIV reforce a mensagem “da paz, do amor, a compaixão, que é central nas religiões de uma forma geral”.
“Acreditamos que o Papa possa abordar temas importantes, como a pobreza, a desigualdade e a justiça social em Angola”, disse, desejando que o Sumo Pontífice possa inspirar os angolanos e, em particular, os governantes, a trabalhar juntos para a construção de “um futuro mais justo e próspero para todos”.
A visita do líder da Igreja Católica a Angola está integrada num périplo de dez dias ao continente africano, que inclui também Argélia, Camarões e Guiné Equatorial.
Em Angola, o Sumo Pontífice, além da visita a Luanda, capital do país, vai deslocar-se ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição da Muxima, na província do Icolo e Bengo, e à cidade de Saurimo, capital da província da Lunda Sul.
Esta é a terceira passagem de um Papa por Angola, depois de João Paulo II, em 1992, e Bento XVI, em 2009.

