Quinta, 18 de Julho de 2024
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Sexta, 05 Julho 2024 13:04

Governo angolano afasta suspeitas de casos de varíola do macaco

O Ministério da Saúde de Angola reiterou hoje que o país não registou qualquer caso de varíola do macaco, após exames efetuados a um caso suspeito, continuando a acompanhar a situação da doença nos países vizinhos.

Num comunicado de imprensa, o Ministério da Saúde destaca que o resultado dos exames laboratoriais de um caso suspeito na província da Lunda Norte é negativo e que o adolescente, a sua família e comunidade, "não apresentam histórico de qualquer tipo de contacto com fontes de contágio".

O mesmo ministério explicou que as lesões cutâneas multiformes que apresenta o adolescente, de 14 anos, residente no município de Lucapa, Lunda Norte, que estavam a ser associadas à varíola do macaco (monkeypox), não resultam desta doença.

“Realçamos que há várias doenças que provocam lesões da pele e, em caso de ocorrência destas, deve recorrer-se imediatamente à unidade sanitária mais próxima para a devida investigação e diagnóstico”, orienta o Ministério da Saúde.

Na mesma nota recomenda-se aos cidadãos que cumpram com as medidas preventivas, como a lavagem frequente das mãos, evitar a caça e consumo de carne de macacos e roedores.

“Evitar a exposição direta à carne e sangue destes animais, evitar o contacto físico com pessoas que apresentem os sinais e sintomas acima referidos, bem como materiais e utensílios por eles usados (vestuário, roupas de cama, toalhas, pratos, copos, talheres, etc), usar luvas e roupas apropriadas durante o manuseio dos animais nos procedimentos de abate”, acrescenta-se.

A varíola do macaco é um vírus transmitido aos seres humanos a partir de macacos e roedores que se manifesta através de febre, dor de cabeça, fadiga, dor muscular, erupções cutâneas generalizadas (lesões na pele), tendo um período de incubação de cinco a 21 dias.

Em maio, o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos alertou para o risco de uma versão mais mortal da varíola dos macacos na República Democrática do Congo (RDCongo), apelando a uma ação global urgente.

Segundo a agência, durante 2023 e até maio, cerca de 19.900 casos da versão mais mortal do vírus foram registados em 25 das 26 províncias da RDCongo, resultando em pelo menos 975 mortes.

Por essa razão apelou a uma ação global urgente para ajudar o país africano nos seus esforços para conter o vírus, já que se receia a propagação da estirpe mortal a outros países, noticiou a agência de notícias EFE.

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