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Terça, 23 Janeiro 2024 12:22

Angola recebe primeira remessa de aves geneticamente modificados para frango de corte tipo industrial

Embrapa do Brasil enviou para Angola remessa de Aves para frango de corte tipo industrial (Embrapa 021) e poedeira tipo industrial (Embrapa 031), para garantir a sustentabilidade do sistema de segurança alimentar no país, informou, segunda-feira, o presidente do Conselho de Administração da firma, Adilson Mognol.

Para o efeito, chegou ao país, neste mesmo dia, o primeiro lote de quatro mil pintos geneticamente modificados, no âmbito do reforço da cooperação entre Angola e o Brasil, ao abrigo de acordos subscritos entre o Presidente de Angola, João Lourenço, e do Brasil, Lula da Silva, em Agosto do ano passado, na capital angolana.

Em declarações à Imprensa, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, o responsável disse que essas matrizes de pintainhos têm alta capacidade produtiva, podendo produzir 250 mil crias de corte e 250 poedeira/ano. E prevê, a curto tempo, conseguir mil matrizes/dia.

“Trouxemos um material genetico que estava avaliado em cerca de 2 milhões de reais, fora todo o investimento que foi ou será feito para fazer a produção deste material genético”, afirmou.

Numa iniciativa privada, referiu, em tempo oportuno poder-se-á estender o projecto às 18 províncias do país e, de certa forma, tornar Angola auto-suficiente na produção de frango e, futuramente, exportar.

“Esse projecto perspectiva gerar mais de quatro mil empregos directos. E ainda há os indirectos, pois esses investimentos geram grandes cadeias desde onde se vai produzir o frango, ovo, matriz, combustível, carregadores das aves ou ração, oficina mecânica, entre outros”, frisou.

Adilson Mognol considerou o acto como um marco, “não só para o Brasil, que é o primeiro país que exporta material genético, mas também para Angola, que tem forte probabilidade de se tornar num grande produtor e exportador de frango”.

Por seu turno, o secretario de Estado do Comércio, Amadeu Leitão, disse que o Governo de Angola vai continuar a criar mecanismos e incentivos adequados que encorajem e estimulem o investimento privado directo.

“O Governo angolano tem dado o devido apoio institucional, pelo que queremos enaltecer esta iniciativa, para a constituição do banco genético, tornando Angola no quarto pais no mundo com esse projecto. Portanto, é de louvar e temos que enaltecer essa iniciativa”, sublinhou.

Para a sustentabilidade da iniciativa, a WestAves instalou, num investimento de cerca de mil milhões de kwanzas, no município de Icolo e Bengo, província de Luanda, um aviário em vias de ser inaugurado.

Isso inclui a construção e operação de aviários, produção de ração para aves, de grãos (fundamentais para a produção de ração), transporte de pintos para os aviários, de frangos para os matadouros e unidades de processamento de corte.

"Surgirão rapidamente demandas para matadouros e frigoríficos a serem integrados ao nosso sistema de produção”, disse.

O presidente da Comissão Executiva da WestAves Angola, Valdir de Moura Júnior, disse que o aviário, projectado para produzir um milhão de frangos dentro de três anos, foi, em 2023, oficialmente autorizado pelo Estado angolano, que sinalizou de forma positiva a iniciativa.

"A nossa meta é que, em três anos, possamos ser capazes de produzir um milhão de frangos por dia, aves que vão ser disponibilizadas à venda vivas, congeladas, como frango inteiro e em cortes, atendendo à necessidade e cultura de consumo local”, afirmou.

A capacidade inicial de produção da primeira unidade, em Icolo e Bengo, é de 20 mil frangos por mês, mas está em construção a unidade Maria Teresa, uma estrutura projectada para produzir 100 mil frangos/mês, já no primeiro ano de actividade.

Pelo facto, o presidente da Comissão Executiva da WestAves Angola valoriza o investimento, por gerar inúmeras oportunidades de negócio para as empresas locais, pois fomenta o desenvolvimento da cadeia produtiva, que vai muito além do frango em si.

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