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Domingo, 14 Janeiro 2024 11:31

Comissário-chefe Francisco Ribas garante não perder foco no caso disputa de terra no 11 de Novembro

Francisco Ribas, comissário-chefe e comandante Provincial da Polícia Nacional de Luanda (CPPL, garantiu que não vai desviar o foco da sua missão, na disputa de parcelas de terras, no município de Talatona, na capital do país.

O nome do comandante da Polícia Nacional em Luanda tem sido constantemente citado pelos camponeses, na alegada disputa de parcelas de terras na zona do “11 de Novembro”, no Camama, acusações refutadas ao Jornal Hora H, pelo comissário chefe, Francisco Ribas.

Segundo o porta-voz dos camponeses, Daniel Neto, Francisco Ribas “faz parte da máfia de usurpadores de terrenos no 11 de Novembro”, facto que tem motivada a presença constante dos agentes da Polícia Nacional, que até antes da exoneração do Comandante Municipal do Talatona, eram alegadamente “orientados” por Joaquim do Rosário.

Com a sua exoneração, o comandante de Luanda da Polícia, que de acordo com Daniel Neto, já tinha interesses no espaço, continua a destacar efectivos da corporação armados no terreno para impedir a presença das camponesas que reclamam pela titularidade do “prédio rústico”.

Na sua reacção, Francisco Ribas, comandante Provincial da Polícia de Luanda, disse que “os senhores que fizeram isso têm mandados de captura. Eles vão ser detidos, pois é tudo falso”, negou a alta patente da corporação, que adiantou que “nem vou perder o foco por causa dessas acusações”.

Entretanto, o também tenente coronel das Forças Armadas Angolanas (FAA), Daniel Neto, lamentou o comportamento do oficial comissário, com grau de Comissário Chefe e comandante de Luanda, Francisco Ribas.

“Será que foi nomeado pelo Comandante-em-chefe, João Lourenço, para que o seu foco principal fosse ocupar terrenos das camponesas?”, questionou.

Disse que em nenhum momento a Polícia Nacional “desmentiu publicamente” o seu envolvimento na usurpação de terrenos de camponesas no Talatona. “Nem mesmo a lista do IGCA, onde consta o nome do seu superior, não consegue se pronunciar até ao momento”, frisou.

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