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Sexta, 24 Março 2023 13:29

TAAG: Turbulência em voo entre Luanda e Lisboa provoca 10 feridos na avião da Hi Fly

Pelo menos oito passageiros e dois tripulantes tiveram “lesões ligeiras”, devido a uma “turbulência severa” durante um voo Luanda-Lisboa, realizado na quinta-feira, anunciou hoje a administração da companhia angolana TAAG, que está a investigar o ocorrido.

A TAAG, transportadora aérea angolana, refere em comunicado que, após a turbulência, as pessoas com lesões ligeiras receberam os primeiros socorros a bordo pelo pessoal navegante de cabine e posteriormente foram acionados os serviços de emergência em terra no aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

Segundo a companhia aérea, após a observação e avaliação feita pela equipa médica, dois passageiros e um membro da tripulação foram encaminhados ao hospital para verificações adicionais.

Os restantes passageiros “conseguiram desembarcar sem assistência”, adianta a TAAG.

“No seguimento dos procedimentos habituais de segurança, a TAAG priorizou a assistência aos passageiros e tripulação afetada, sendo que, seguidamente a aeronave será inspecionada pelas autoridades competentes, estando igualmente a decorrer uma investigação sobre ocorrência”, assegura a transportadora.

A TAAG acrescenta que a “turbulência severa” registada neste voo ocorreu em céu aberto e é um tipo de turbulência “não detetável pelos instrumentos e numa localização geográfica sensivelmente perto do destino final (Portugal), e o comandante tomou a decisão indicada em protocolo de seguir viagem, dentro do plano de voo inicial”.

Situações de condições atmosféricas adversas “acontecem na aviação e na história da companhia casos similares de turbulência severa já ocorreram no passado, sendo que a TAAG continuará a garantir a segurança operacional dos voos”, refere-se no comunicado.

Imagens que circulam nas redes sociais dão conta das consequências da turbulência que afetou o voo DT 652 Luanda-Lisboa, com passageiros com hematomas e ensanguentados, sobretudo na cabeça, e restos de comida e material de bordo espalhados na aeronave.

Sindicato solidário com atuação do piloto de voo 

O sindicato dos pilotos angolanos manifestou-se hoje solidário com a decisão de continuar viagem do comandante do voo TAAG Luanda-Lisboa, afetado, esta quinta-feira, por turbulência severa, admitindo que os passageiros feridos podiam não ter os cintos colocados.

O presidente do Sindicato dos Pilotos de Angola, Miguel Prata, que também estava a bordo do avião, como passageiro, referiu que durante cerca de duas horas após a descolagem, a aeronave passou por uma zona de turbulência severa, quando se estava a finalizar o serviço à bordo, havendo uma variação de altitude.

“E que, infelizmente, embora os [indicadores para os] cintos estivessem ligados, provavelmente alguns passageiros e alguns tripulantes podiam não estar com os cintos amarrados, por isso a nossa recomendação, muitas vezes, de manter sempre que estiverem sentados os cintos apertados, porque isto são fenómenos de natureza que nem sempre se pode prever”, disse.

O comandante e a tripulação, após avaliarem as condições dos feridos que tinha a bordo e de navegabilidade da aeronave, optaram por “continuar viagem”, que Miguel Prata acredita ter sido a decisão mais correta.

“E, efetivamente, pudemos analisar que houve um certo aparato à chegada a Lisboa, de algumas ambulâncias, que foi por precaução para garantir toda a assistência possível e necessária a quem se tivesse magoado”, salientou.

O presidente do sindicato realçou que “a maior parte desceu pelo seu próprio pé, alguns auxiliados”.

“Mas não houve nada grave, porque de outra forma eu acredito piamente que o comandante tivesse regressado ou até eventualmente aterrado no aeroporto mais próximo”, observou.

“Vamos fazer fé que foi a decisão mais acertada, eu confio, a TAAG [companhia aérea angolana], com certeza, fez a avaliação da empresa e não acredito que o comandante tivesse tomado a decisão que não fosse a mais correta”, acrescentou.

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