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Domingo, 30 Outubro 2022 00:42

Anúncio de inclusão de táxis no sistema de bilhete gera suspeitas de corrupção e falsificação de dados

A Empresa Nacional de Gestão do Sistema de Bilhética Integrada (ENBI), fez uma proposta, na quinta-feira, 27 de outubro dando conta que os táxis colectivos que exercem as suas actividades na província de Luanda, passem a fazer cobranças das viagens através de bilhetes de passagens.

Segundo dados que Angola24Horas teve acesso, esta pretensão é fruto de um encontro de trabalho que a direcção da ENBI manteve com as principais associações de táxis em

Luanda, na sua sede, durante o qual, a referida empresa apresentou às associações de táxis o seu modelo de negócio e buscar um protocolo de entendimento e cooperação para aceitação do passe denominado “Giramais” nos táxis e sua eventual integração no Sistema Nacional de Bilhética Integrada.

Na ocasião, o Presidente da Comissão Executiva da ENBI, Mário Nsingi, teria defendido a necessidade de criação de um grupo de trabalho integrado por membros de direcção da sua empresa e das associações de taxistas, proporcionar condições para assinatura do memorando de entendimento que poderá guiar todas acções subsequentes para a concretização dos objectivos definidos.

Em síntese, Mário Nsingi explicou que, um estudante bonificado a 100%, por exemplo, considerando a tarifa actual dos transportes públicos, poderá pagar apenas 50 kz, sendo os 100Kz de diferença pagos pelo estado ao taxista, por via da ENBI. Assegurou também maior segurança da medida, visto que, os veículos automóveis na plataforma estarão melhor identificados, incluindo os dados do motorista e seu respectivo gerente.

As informações enviada para este informativo, adiantam ainda que os representantes das associações de taxistas, designadamente Associação dos Taxistas de Angola (ATA) e Associação Nova Aliança dos Taxistas de Angola (ANATA), presentes no mesmo encontro, manifestaram satisfação em relação à iniciativa de incluir os táxis colectivos no sistema integrado de bilhética, o que para estes, vai permitir a inserção dos seus associados nas políticas públicas do executivo, bem como a formalização da sua actividade.

Entretanto, Angola24Horas ouviu de uma fonte geralmente bem informada, cuja identidade repousa sob anonimato, que “estamos em presença de uma má ideia”, primeiro porque isso, inevitavelmente vai gerar corrupção e falsificação de documentos.

Este membro da sociedade civil, salientou que, sem a criação de uma legislação que regula a actividade de táxi, boas estradas com pontos de embarque e desembarque, sem a profissionalização da actividade de táxi, sem garantia de segurança social, “todo esforço para profissionalizar o sector, poderá lograr - se em fracasso”.

Por outra, a medida está a ser encarada como uma forma do governo querer sempre tirar proveito em todos os sentidos, mesmo sem criar condições algumas de trabalho para quem paga tais serviços.

Matéria em desenvolvimento…

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