Sábado, 08 de Mai de 2021
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Quarta, 10 Fevereiro 2021 14:33

Mandante da droga apreendida nas Aeronaves apresentada com esposo nigeriano pelo SIC

O Serviço de Investigação Criminal (SIC), apresentou nesta quarta-feira, 10, no edifício sede do SIC, em Luanda, uma mulher de 40 anos de idade, acusada de ser a mandante da droga que era subtraída do interior das Aeronaves provenientes do Brasil e seu marido, de nacionalidade nigeriana, de nome Gabriel.

De acordo com as declarações do Superintendente de Investigação Criminal, Manuel Halaiwa, a detenção da acusada, conhecida como Bibicha, aconteceu no passado dia 02 de Fevereiro corrente, município do Cazenga, concretamente Tala Hady.

"Bibicha é a mandante e destinatária de parte da droga do tipo cocaína que era retirada das aeronaves provenientes da República Federativa do Brasil, em conluio com funcionários da empresa Ghassist, já detidos", disse Manuel Halaiwa, acrescentando que na mesma operação, foi igualmente detido o esposo da acusada, tendo sido encontrado com cerca de 74 gramas de liamba.

O Serviço de Investigação Criminal, apresentou ainda, neste dia, os resultados do trabalho de investigação que permitiu a detenção da referida mandante de droga, do tipo Cocaína, que há anos vem sendo citada em vários processos-crime, por prática de crimes de tráfico desta droga, proveniente do Brasil.

Vale recordar que, uma rede composta por nove (9) indivíduos, com idades compreendidas entre os 29 e 45 anos, sendo oito funcionários da empresa Ghassist, que se dedicava, há anos, na facilitação da saída de droga do tipo cocaína, das aeronaves provenientes do Brasil, para o exterior do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, foi desmantelada pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) e apresentada, no final de Janeiro de 2021, em Luanda, à imprensa.

Na ocasião, o director-geral do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do SIC, superintendente Manuel Halaiwa, disse que, da operação, foi possível apreender seis quilos e 834 gramas de cocaína, que estavam escondidos no interior do quarto de banho da aeronave.

O superintendente explicou que, dos nove cidadãos envolvidos no crime, oito são funcionários da empresa Ghassist, responsável pela higienização do interior das aeronaves. Destes, cinco são motoristas e três operadores de limpeza que trabalhavam na companhia há quatro e oito anos, respectivamente.

O desmantelamento da rede criminosa, começou a ser feito no dia 13 de Dezembro, de 2020, onde se apurou que alguém, oriundo do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, Brasil, antes de sair da aeronave colocava a droga nos compartimentos do WC e depois saía do Aeroporto 4 de Fevereiro, como se nada tivesse acontecido.

"Depois de todos os passageiros saírem da aeronave, o pessoal de limpeza, devidamente instruído pelo mandante, entravam no WC, recolhiam a droga, camuflavam dentro dos sacos de lixo e entregavam aos motoristas”, detalhou.

Os motoristas, por sua vez, transportavam-na para o exterior do Aeroporto até chegar aos responsáveis pelo tráfico, de droga em Luanda e nas demais províncias do país.

 

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