Segunda, 08 de Março de 2021
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Sábado, 14 Novembro 2020 20:44

Não podemos deixar João Lourenço governar o país como se fosse lavra da mãe dele - Nito Alves

O activista cívico, em recuperação de saúde física, após uma brutal agressão policial no passado dia 11 de Novembro, durante a manifestação contra o desemprego e pelas autarquias, frustrada pela Polícia Nacional, disse que este país não é lavra da mãe do presidente João Lourenço.

Em declarações durante uma entrevista à Rádio Despertar na manhã deste sábado, 14, o activista informou que está em péssimo estado de saúde mas confirmou presença para a próxima manifestação a decorrer no dia 10 de Dezembro, pelas mesmas palavras de ordem.

"Não podemos deixar que João Lourenço governe este país como se da Lavra da mãe dele se tratasse", alertou o activista Nito Alves.

De salientar que, o activista cívico, Nito Alves, ficou gravemente ferido e inconveniente após ser agredido fortemente pela Polícia Nacional, nas imediações do Comando Provincial da Polícia Nacional em Luanda, durante a concentração para os protestos do dia 11 de Novembro, quando Angola celebrava os 45 anos de Independência Nacional do colono português.

No final da tarde do mesmo dia de protestos pela cidadania, pelo fim do elevado custo de vida e desemprego, denúncias davam conta que agentes da corporação, afectos ao Serviço de Investigação Criminal (SIC), ficaram mais de duas horas, no Hospital do Prenda, em Luanda com uma viatura de chapa LD-82-18-HJ, com a missão de tirar o activista Nito Alves da sala de cirurgia para um lugar incerto.

De acordo com o activista Xitu Milongu que acompanhou Nito Alves até às últimas horas da passada quarta-feira, 11, o deputado independente e advogado David Mendes, foi ao encontro destes fazendo com que os efectivos do SIC não levassem para parte incerta o integrante do processo 15+2 que lutava pela vida na sala de cirurgia do acima referido hospital.

Conforme a mesma fonte, o activista teve que  passar lá a noite por medidas de precaução e posteriormente fazer alguns exames, antes mesmo de receber alta médica, devido aos golpes que levou na região da cabeça, tendo levado mais de 5 pontos.

Polícia Nacional de Angola, é acusada de disparar mortalmente contra o jovem activista, Inocêncio de Matos, durante a repressão contra os manifestantes, num dia que Angola celebrava os 45 anos de independência no país.

O triste facto, cuja responsabilidade a PN nega até agora, ocorreu no distrito do Rangel, imediações do Hospital Américo Boavida, segundo informações para Angola24Horas.

Armando Makengo Izzy

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