Um dos maiores desafios do novo presidente de Angola, João Lourenço, é "impor-se como Presidente", de acordo com o investigador Didier Péclard que hoje participou num colóquio sobre Angola, em Paris.
A transição política de Angola esteve, hoje, em debate, em Paris, e uma das afirmações evocadas foi que o novo Presidente, João Lourenço, "nunca vai ser um novo José Eduardo dos Santos".
O novo titular da Defesa, Salviano Sequeira, destacou ontem, na cerimónia de passagem de pastas, o compromisso do seu ministério com o combate à corrupção, em linha com as prioridades traçadas pelo Presidente da República e seu antecessor na tutela, João Lourenço.
O novo ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, garantiu hoje que a diplomacia angolana vai "assumir o seu papel de motor nas relações externas", admitindo que o país ainda necessita de organização para beneficiar do investimento externo.
O líder parlamentar da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, é visto como um dos nomes mais fortes para suceder a Isaías Samakuva na presidência do "Galo Negro", hipótese que não descarta.
O ministro cessante das Relações Exteriores de Angola, Georges Rebelo Chikoti, que liderava a diplomacia angolana desde 2010, disse hoje que teve uma missão "espinhosa mas prestigiante" e que "muito ainda ficou por se fazer".
Presidente do Tribunal Constitucional recordou ao novo Presidente as suas promessas de campanha, em particular o combate à corrupção generalizada no país. Rui Ferreira ficará na história como a figura que empossou dois Presidentes da República.