Estudantes angolanos acusaram hoje o Governo de "surdez" perante os problemas da educação, "que se agravam anualmente", considerando existir "má-fé e maldade" para solucionarem a falta de carteiras, manuais escolares e de escolas em Angola.
O Governo angolano vai alargar a merenda escolar com o Programa Nacional de Alimentação Escolar, que prevê a distribuição de uma refeição quente, adequada à cultura alimentar das comunidades, disse hoje a titular da pasta da Educação.
UNICEF reconhece os desafios de Angola em relação ao "elevado número de crianças fora do sistema de ensino" e à "sobrelotação das infraestruturas escolares, o que influencia a qualidade do ensino".
O professor universitário e historiador Alberto Oliveira Pinto defende que o ensino de história em Angola tem sido feito numa base ideológica, na perspectiva do Partido-Estado.
O Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA) enviou uma petição ao Procurador-Geral da República (PGR) angolano denunciando que a gratuitidade no sistema de ensino no país “foi barbaramente sacrificada”, sobretudo devido à falta de meios para os alunos.