Em declarações aos jornalistas, à margem do conclave do PHA, realizado sob o lema “Consolidando a Democracia Interna”, Florbela Malaquias reafirmou o compromisso de conduzir a organização política rumo aos novos desafios eleitorais, tendo como principal meta o reforço da presença do partido no Parlamento e o enraizamento da sua ideologia no seio da sociedade angolana.
Sobre a reeleição, a presidente considerou um renovar da confiança dos militantes e sinal claro de continuidade e responsabilidade. “Ainda não se procedeu ao acto de eleição, por isso não me gostaria de antecipar, mas, sendo candidata única, trata-se, sim, de um voto de confiança que impõe novas metas e responsabilidades”, disse.
Florbela Malaquias apontou como prioridade para o próximo ciclo político o reforço da estrutura partidária em todas as províncias, num contexto em que o país passou de 18 para 21 províncias, o que, segundo afirmou, impõe maiores exigências logísticas e financeiras.
“O nosso partido conta com apenas dois deputados, e é com base nisso que se determina o financiamento público. Mesmo assim, temos feito esforços para expandir a nossa presença nos vários cantos do país, apesar dos recursos limitados”, explicou.
A dirigente partidária destacou, igualmente, que a proposta do PHA assenta numa ideologia humanista, sustentada na necessidade de combater a desumanização da sociedade.
Ao abordar o papel da mulher no projecto político do partido, Florbela Malaquias foi peremptória, afirmando que a luta pela valorização da mulher continua a ser uma das principais causas do PHA.
A presidente reeleita do PHA, recorde-se, é contestada por uma ala do partido, por alegado desvio de fun-dos partidários, tendo sido remetido ao Tribunal Constitucional um processo de destituição, elaborado com base num inquérito que apurou algumas infracções supostamente cometidas por Florbela Malaquias.