Sábado, 05 de Abril de 2025
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Sexta, 04 Abril 2025 18:08

João Lourenço homenageou individualidades sem presença de figuras da UNITA

O Presidente angolano condecorou hoje individualidades que lutaram pela independência de Angola e pela paz e desenvolvimento do país, numa cerimónia que ficou marcada pela ausência de membros da UNITA, maior partido da oposição.

Na cerimónia, que decorre no âmbito dos 50 anos de independência que Angola assinala a 11 de novembro, estava prevista a condecoração por João Lourenço de 247 individualidades, das quais 99 na classe de independência e 148 na classe de paz e desenvolvimento, mas estiveram ausentes nomes como Ernesto Joaquim Mulato, Isaías Samakuva e José Samuel Chiwale.

Além da ausência de figuras da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), destaca-se também a não comparência de membros da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), nomeadamente Lucas Ngonda e Ngola Kabangu.

A título póstumo, algumas personalidades ligadas à UNITA, como Almerindo Jaka Jamba, Jerónimo Elavoko Wanga, Samuel Chingunji e David Jonatão Chingunji foram homenageados através de representantes seus que compareceram ao ato.

A UNITA na sua declaração alusiva ao 23.º aniversário do Dia da Paz e Reconciliação Nacional, que hoje se assinala, anunciou que não vai participar nas comemorações do 50.º aniversário da independência de Angola, enquanto Holden Roberto e Jonas Savimbi não forem reconhecidos como pais da independência e heróis nacionais.

Para a UNITA, Holden Roberto, líder fundador da FNLA, e Jonas Savimbi, fundador da UNITA, devem ser reconhecidos pelo Governo angolano como pais da independência e heróis nacionais, ao lado de Agostinho Neto, presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder desde 1975).

Na sua declaração, a UNITA considera ser uma injustiça e estar-se "a torpedear" a história de Angola com o "contínuo não reconhecimento" da contribuição patriótica de Holden Roberto e Jonas Savimbi ao lado de Agostinho Neto -- os três signatários do Acordo de Alvor com o Governo colonial português em 15 de janeiro de 1975, que concorreu para a independência de Angola.

Esta é a primeira lista de personalidades homenageadas composta por políticos, empresários, líderes religiosos e membros da sociedade civil.

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