Na cerimónia, que decorre no âmbito dos 50 anos de independência que Angola assinala a 11 de novembro, estava prevista a condecoração por João Lourenço de 247 individualidades, das quais 99 na classe de independência e 148 na classe de paz e desenvolvimento, mas estiveram ausentes nomes como Ernesto Joaquim Mulato, Isaías Samakuva e José Samuel Chiwale.
Além da ausência de figuras da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), destaca-se também a não comparência de membros da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), nomeadamente Lucas Ngonda e Ngola Kabangu.
A título póstumo, algumas personalidades ligadas à UNITA, como Almerindo Jaka Jamba, Jerónimo Elavoko Wanga, Samuel Chingunji e David Jonatão Chingunji foram homenageados através de representantes seus que compareceram ao ato.
A UNITA na sua declaração alusiva ao 23.º aniversário do Dia da Paz e Reconciliação Nacional, que hoje se assinala, anunciou que não vai participar nas comemorações do 50.º aniversário da independência de Angola, enquanto Holden Roberto e Jonas Savimbi não forem reconhecidos como pais da independência e heróis nacionais.
Para a UNITA, Holden Roberto, líder fundador da FNLA, e Jonas Savimbi, fundador da UNITA, devem ser reconhecidos pelo Governo angolano como pais da independência e heróis nacionais, ao lado de Agostinho Neto, presidente do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder desde 1975).
Na sua declaração, a UNITA considera ser uma injustiça e estar-se "a torpedear" a história de Angola com o "contínuo não reconhecimento" da contribuição patriótica de Holden Roberto e Jonas Savimbi ao lado de Agostinho Neto -- os três signatários do Acordo de Alvor com o Governo colonial português em 15 de janeiro de 1975, que concorreu para a independência de Angola.
Esta é a primeira lista de personalidades homenageadas composta por políticos, empresários, líderes religiosos e membros da sociedade civil.