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Quarta, 14 Setembro 2022 07:55

Eleições: EUA enviam delegação para a tomada de posse de João Lourenço

Scott Nathan Scott Nathan

Os Estados Unidos vão marcar presença com uma delegação na cerimónia em que João Lourenço tomará posse para um segundo mandato como Presidente de Angola, marcada para quinta-feira, divulgou esta terça-feira o governo norte-americano.

Em comunicado, a Casa Branca adiantou que o responsável da Corporação Internacional de Financiamento para o Desenvolvimento dos EUA, Scott Nathan, vai liderar a delegação.

Nathan será acompanhado, em nome do governo dos EUA, pelo embaixador norte-americano em Angola, Tulinabo S. Mushingi, e pelo vice-comandante para as relações civil-militar da direção dos EUA em África, Andrew Robert Young.

Na sexta-feira, a administração liderada por Joe Biden deixou claro que os Estados Unidos reconhecem João Lourenço como Presidente de Angola, após alegações de fraude eleitoral do principal partido da oposição, que foram rejeitadas pelo Tribunal Constitucional do país africano.

Após a decisão daquela instância judicial, o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, divulgou um comunicado a felicitar Lourenço pela vitória nas eleições gerais de 24 de agosto.

"Parabenizamos o Presidente eleito João Lourenço pela sua eleição como próximo Presidente de Angola. Esperamos trabalhar com ele para fortalecer a relação crucial que existe entre Angola e os Estados Unidos", destacou ainda o chefe da diplomacia norte-americana.

Segundo a ata de apuramento final das eleições gerais de 24 de agosto, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e o seu candidato, o Presidente cessante, João Lourenço, venceram com 51,17% dos votos, seguindo-se a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), com 43,95%.

Com estes resultados, o MPLA elegeu 124 deputados e a UNITA 90 deputados, quase o dobro das eleições de 2017.

A UNITA e a Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE), que não elegeu qualquer deputado, contestaram os resultados, mas o Tribunal Constitucional negou provimento aos recursos e validou, na semana passada, os resultados definitivos das eleições.

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