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Sábado, 15 Janeiro 2022 21:40

Marcolino Moco recorda massacre de Canfunfo ao referir-se da TPA e diz que Zecamutchima corre risco de morte

Marcolino Moco, antigo primeiro-ministro angolano e figura de grande estima no país, recordou este sábado, 15 de janeiro, entre outras a situação dos detidos do caso Cafunfo/Movimento do Protetorado Lunda Tchokwe, um facto tristemente ocorrido a 30 de janeiro de 2021 no Leste de Angola.

O antigo governante, disse que iria escrever alguma coisa, sobre como programas televisivos como o desta sexta-feira 14, na TPA, designado "Especial informação", não ajudam a "pacificar os espíritos" (Cardeal D. Alexandre do Nascimento).

"Iria repetir as minhas propostas para uma solução mais pacificadora, para os dias de hoje. Mais definitiva. Menos casuística. Quando leio algo que me obrigou a confirmá-lo junto do nosso colega, o advogado Dr. Salvador Freie.
Desisti porque....horripilante!", conforme Moco.

De acordo com Marcolino Moco, entre os detidos da Lunda Norte, no caso Cafunfo, há 5 mortos e três mal se conseguem levantar, revelando que aqui em Luanda, Zecamutchima, líder de tal Movimento, corre o mesmo risco de morte nos calaboiços, onde "apodrece", há perto de um ano sem julgamento.

Afirmou ainda que só com um solitário clamor é que o seu colega, Zecamutchima, conseguiu há dias que fosse, transitoriamente, tratado num hospital, de uma galopante hipertensão.

"Como se pode compreender que há uma comissão nomeada pelo Presidente João Loureço, a resolver questões irreversíveis do século passado, 27 de Maio, 1992, entre outras e há pessoas hoje, neste mandato presidencial, a permitir coisas desse teor?", questionou.

Perante Deus, sublinha, ontem invocado pelo nosso Comandante Geral da Polícia, perante o nosso direito interno e internacional, não há nada, absolutamente nada que justifique uma situação dessas.

"Hoje, dia 15 de Janeiro de 2022, dia em que estou a escrever este poste, façamos alguma coisa. "Hoje são eles, amanhã poderemos ser nós" (este o apelo tétrico do Dr. Salvador. Exausto!)

Faça alguma coisa, Senhor Presidente João Lourenço. Por favor", disse finalmente.

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