Sexta, 18 de Junho de 2021
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Domingo, 06 Junho 2021 10:26

Kamalata Numa diz que é difícil entender a endémica corrupção e os testas de ferro Lussatis

O deputado do maior partido da oposição angolana, UNITA, Abílio Kamalata Numa, disse que o MPLA foi acorrentado ao seu DNA cultural e doutrinal para o que é hoje, condições enaltecidas nas tertúlias revolucionárias da CEI (Casa dos Estudantes do Império) em Lisboa, escola desta corrente filosófica, que de forma arrogante se superiorizou e se impôs a outra corrente filosófica do MPLA criada no interior de Angola, daí as diferenças de Neto, Lúcio Lara com Viriato da Cruz, Matias Miguéis.

Aí dirigentes do MPLA, que cinismo!

A corrente filosófica gerada na CEI tem sido responsável pela guerra que destruiu vidas e infraestrutura nacional, perpétuo os genocídios sobre mais de 150 mil angolanos, delapidou o erário e criou a corrupção endémica, nossa vergonha nacional e expressa por um cartoonista, assim:

- Da professora para seu aluno, “Escreve no quadro a palavra Angola, rápido”.

- Do aluno para professora, “Roubaram o giz professora...

É difícil seres humanos normais entenderem o que se passa em Angola. Entender o gangsterismo governativo no desvio do dinheiro público, o pagamento com dinheiro público o encobertamento do roubo para sermos dirigentes nacionais, a corrupção endémica, os testas de ferro Lussatis e galhardos, passando o atestado de burrice aos angolanos com dizeres como:

“O MPLA tem mais de quatro milhões de militantes com quem tem de se preocupar de forma permanente” e “não tem tempo para se preocupar com a vida interna de outros partidos”.

Dá para rir a mais esta mentira compulsiva, quatro milhões de militantes? Então, porque não realizamos na plenitude o que a Constituição da República de Angola ordena no exercício da soberania popular, o primado da Constituição e da lei, a separação de poderes e interdependência de funções, a unidade nacional, o pluralismo de expressão e de organização política e a democracia representativa e participativa? Têm medo também dos vossos fictícios quatro milhões de militantes?

Então senhor mentiroso compulsivo porque não mudar a lei eleitoral e a composição da CNE e colocar-se nesta instituição uma entidade apartidária?

Esta é a forma simples de confirmar-se a existência dos ditos quatro milhões de militantes do MPLA em Angola.

Há cultura republicana, ética, moralidade e coragem de enfrentar a verdade? Não, posso responder com antecipação porque subjacente a estas mentiras está à repetição da cruzada de 1976 no caso Lussaty e outros; o sonho de poucos continuarem a perpetuarem-se no poder para salvar os bilhões que como “Marimbondos ou Caranguejos” roubaram do povo.

Mentiras que estão na base de mais esta golpada na Casa de Segurança da Presidência da República cuja verdade está muito distante do que é escrito, falado e visto na comunicação social. Senão vejamos:

- Quem é o Major Pedro Lussaty para estar na posse do que se tem escrito, falado e visto nas TVs?

- Porque tanto à vontade do Major Pedro Lussaty diante deste grande crime público?

- De que forma é que, em período pré-eleitoral, as caixas com selo do BNA foram parar nos apartamentos do Major Pedro Lussaty?

Estas e outras perguntas levam-nos para o cerne da questão, o governo usa a pandemia da Covid-19 para aprofundar os ataques aos direitos fundamentais, derrubar do pouco que vivemos em liberdades de expressão e manifestação, simular um pseudo golpe de Estado para a eliminação física de Adalberto Costa Júnior que institucionalmente já está votado ao ostracismo pelo governo do Sr. Presidente João Gonçalves Lourenço num combate que se diz ir até a exaustão e assim como a eliminação de outros Dirigentes da UNITA, da sociedade civil e do MPLA não alinhados com os actuais governantes e desta forma fugir a convocação das eleições gerais para Agosto de 2022.

Senhor Presidente da República, o juramento que fez, aquando da tomada de posse como Presidente de todos angolanos, continua lá presenta no Artigo 115º da Constituição da República de Angola e não na Constituição da República Popular de Angola.

O risco é fazer uma opção sem ter a certeza do resultado e depois ter de viver com ela. Somos mais de cinco milhões de angolanos em Luanda contra poucos que só acreditam na força das armas e nunca na força da razão.

Produzir hoje opções baseadas na incerteza que se expressa em números e força é o maior risco que o juramento feito lhe proíbem fazer. Angola assumiu o processo sereno de democratização e da supremacia da lei.

Por outra, observou que não serão os golpes simulados, nem TPA e TV ZIMBO prestadores de serviço público ruim, lussatis, galhardos ou kawikis que irão parar esta livre escolha do nosso povo.

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