Quinta, 29 de Outubro de 2020
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Domingo, 27 Setembro 2020 10:35

APN: O MPLA tem medo das autarquias por causa das promessas não cumpridas

O partido Aliança Patriótica Nacional (APN), disse "pela primeira vez", que o MPLA, está com manobras na realização das autarquias locais, não por falta de condições quaisquer sejam mas sim por não concretizar as promessas feitas ao povo, aquando ascensão de João Lourenço no poder, soube Angola24Horas.

As declarações foram feitas pelo Secretário Nacional da Juventude, Pedro Vita, durante um encontro realizado pelo partido em referência, denominado Café com Debates, neste sábado, 26, na sua sede nacional, em Luanda, sob o lema " Religião e a Política vs Autarquias Locais" cujas reflexões conduziram o APN à devida percepção.

"As autarquias locais não se vão realizar, porque o MPLA tem medo das promessas que faz aos angolanos, da degradação social, da fome, pobreza e toda sorte de miséria deste povo e isto tem preço eleitoral ", afirmou.

De acordo com o Reverendo Ntony Nzinga, que fazia uma abordagem à volta da história de Angola entre avanços e recuos durante a "chamada" independência nacional, Angola precisa se reedifinir, apostando no que é propriamente seu para que a sua imagem esteja reflectida numa verdadeira independência.

"Angola é um país criado por portugueses para portugueses e nós herdámos, realidade que continua sendo assistida até hoje, quando decidimos recorrer e nos adaptar ao ocidente para tomada de algumas decisões, colocando em grande risco a herança das gerações vindouras desta nação", salientou.

Para Augusto Santana, especialista em processos eleitorais, que fez a avaliação do impacto das autarquias locais, uma série de pontos fracos neste processo em Angola, prevê igualmente fracasso total do tão esperado pacote, quando se faz ainda sentir entre governantes, os vícios como a corrupção, o tráfico de influências e outros que de algum modo viria ser assistida a sua continuidade, nas administrações de poder local.

Augusto Santana observou que a falta de conhecimento da matéria por parte dos quadros candidatos, a má qualidade das infraestruturas, e a fraca produção nalguns municípios, a falta de meios financeiros, podem também comprometer os resultados almejados na aprovação deste pacote, porque é o povo que estará a criticar os autarcas bem no início do mandato e o Estado a gastar dinheiro para suprir tais necessidades.

Por sua vez, Quintino Moreira, presidente da APN, que não integrou o painel de convidados, deixou um adágio de Martin Luther King, " O que preocupa não é o grito dos maus mas sim o silêncio dos bons", tendo Angola24Horas procurado ocasião para que este sustentasse esta reflexão no contexto actual, no caso concreto o silêncio do seu partido, quando outros na oposição se manifestam, porém não tivemos sucesso.

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