Há sempre um espírito dos tempos. Mesmo na antiguidade, impulsos dotados de força e poder, com características semelhantes, promoveram as elites em sociedades separadas por abismos ainda não transportados. Talvez, a explicação de tal facto, é metafísico, e longe da nossa amplitude de consciência.
Não vejo motivos para pensar o contrário: Já sei, que alguns mais velhos da minha geração e não só, vão me dizer que essa juventude de hoje está toda corrompida e que não dá para contar com ela.
A data histórica do nascimento de José Eduardo dos Santos (1942, ao 28 de Agosto em Luanda), marca o epílogo de uma era cinzenta da história do povo angolano, representa para os angolanos a vinda de um ser único, que haveria de desenvolver uma série de acções com as quais acabaria por responder os anseios profundos e mais elevados do povo angolano.
Essa história cheira-me á bagre fumado Bornito matar seu pai por ser da FNLA?
Não quero meter aqui a minha mão no fogo em defesa de Bornito de Sousa que conheço pessoalmente, desde os tempos quando ainda nos olhávamos de cima para baixo e não debaixo para cima. Embora essa Angola tenha sido hoje transformada pelos que governam o pais quase 50 anos.
O combate à corrupção e a tudo que a compõe ou à qual está associada - bajulação, oportunismo, peculato, nepotismo - foi encarado, inicialmente, por muitos de nós, como mais uma promessa vã de campanha eleitoral.
Quando o MPLA estava no abismo, desceu dos céus um anjo poderoso, esse ente, carregou as asas variadas missões que punham à salvar o MPLA ante entregue às circunstâncias e prestes à desaparecer.
Fez na passada quinta-feira uma semana que terminou, em primeira instância, um julgamento, no Tribunal Supremo, que levou o conhecido advogado e académico Sérgio Raimundo a declarar bombástico, mais ou menos, isso: “Isto mete medo. Estou a ponderar se vale a pena continuar a ser advogado”.
Tudo aponta que o ano de 2020 somar – se - à a elevação da crise acima do ano em curso, a vida do angolano em 2020 será um caos, se hoje assiste – se uma crise crescente até ao topo do País, em 2020, essa crise será ainda pior.