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Domingo, 18 Janeiro 2026 22:01

O verniz da ditadura

Quando uma qualquer ditadura tenta apresentar-se pretensiosamente como um projeto institucional civilizado e viável, com capa constitucional de estado de direito democrático, a sua aplicabilidade não prospera.

O verniz da ditadura se estilhaça inevitavelmente. No caso específico angolano, a entrada do presidente João Lourenço,  reconhecido como o pior presidente angolano de todos os tempos.

Ficou claro, que ele seria uma fraude enquanto figura presidenciável aceitável e amada pelo soberano.

 Esse facto não passou ao lado, e também não foi desconsiderado ser nem poderia de maneira alguma considerado um facto risível de menor importância.

O alarme disparou imediatamente com a entrada em cena de João Lourenço.

Também ficaram claramente expostas todas as fissuras do regime. Nessa altura, até que os assassinatos políticos tomaram forma, os cálculos se tornaram em análises e se percebeu, que o fator analítico não invalidava consciência objetiva do cidadão. O verniz da ditadura quebrou em defetivo.

Os tradicionais desencontros de ideias tomaram forma, as contradições, e choques e leituras existenciais vieram ao de cima ervilharam a olhos nus.

De factos assistimos o verniz da ditadura deixar de brilhar.

O negacionismo se familiarizou, o que era deixou de ser.

Até à mentira d tanto ser repetida, desistiu de ser enganosa e revindicou-se como única detentora da verdade explícita.

Era o verniz desistir de ser verniz.

governantes e governados ficaram desencontrados, tomaram-se adversários mediáticos, a malignidade belicista escondida do regime foi exposta.

Desde logo se percebeu que a administração de João Lourenço, não representava liberdade para os angolanos, mas sim, uma maldição subestimada. Assim, o verniz da ditadura auto obscureceu-se com o apagar das luzes que promoveram o roubo eleitoral de 2022.

Hoje, a praticidade política regimental representa a antítese anelante do neorrealismo proibitivo.

Nada mais é igual, o antes nao é sinônimo ontem, isso demonstra que nada mais em Angola será igual, o passado não será idêntico ao presente, o futuro correra tão rápidas com descem as águas das quedas de Kalandula.

Apesar de angola, ser reconhecidamente um estado corrompido, ainda assim, a mentira política corrosiva, jamais se travestirá em verdade relevante.

Os angolanos não são lunáticos nem surrealistas.

O regime em Angola, tem um modelo de governação aderente a corrupção generalizada, arquitetado para enriquecer primitivamente as falanges do poder instalado.

Por seu lado, o MPLA, é o sustentáculo desse inoperante regime criminoso, e de todas as formas apetecido, imprestável e deplorável.

O MPLA, representa hoje a instabilidade, a miséria e a opressão, além de também ser, a válvula impulsora que assegura a permanência da ditadura militar e securitária estabelecida.

É real e verdadeiro, que o MPLA e o seu presidente, tornaram-se no grande obstáculo que inviabiliza o direito do exercício livre de cidadania, das liberdades do povo de ir e vir e de manifestação,  mesmo sendo o direito constitucional.

O presidente do MPLA é igualmente o promotor da miséria e fome do povo.

O verniz da ditadura é irreversível, cabe a todo angolano varrer os bocados do verniz estilhaçado e correr do poder o MPLA e João Lourenço juntos.

Estamos juntos

Por Raúl Diniz

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