Domingo, 30 de Novembro de 2025
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Domingo, 30 Novembro 2025 11:03

Também Temos Visionários Angolanos

1 - Angola e o Potencial do Seu Povo: Temos talento, capital humano, finanças, território e consumidores. Apenas falta-nos alinhar todos estes recursos numa só causa.

Já passámos pela época da afirmação e solidificação de um povo que acreditava ser dono do seu próprio destino. Após essa conquista, o passo seguinte deve ser o desenvolvimento económico.

A cada desafio surgem novos actores, mas o objectivo permanece: construir uma Angola próspera para os Angolanos

2 - O Desejo Coletivo de Bem-Estar

É notório que todos os angolanos querem o bem-estar de Angola e dos seus cidadãos. Isso está expresso nos rostos e nas reclamações diárias — vindas de parlamentares, políticos, comentadores, polícias, forças armadas, professores, estudantes, vendedores ambulantes, cantores, operadores, desportistas, jornalistas… Todos nós almejamos uma vida melhor e melhores condições de trabalho.

O que nos impede de atingir essa meta é a falta de implementação da visão que já temos: uma Angola para os Angolanos.

3 - O Valor do Capital Humano

Apesar de termos talento, finanças, território e consumidores, ainda paira entre nós o espírito de desconfiança, herdado pelas circunstâncias da conquista da independência e dos desafios da liberdade.

Isso ainda trava a implementação da nossa visão colectiva.

A valorização do capital humano é indispensável para alcançar o desenvolvimento. Sem ela, não conseguiremos transformar potencial em realidade.

4 - Princípios de Convivência e Construção

Apoiar quem traz ideias positivas e ganhos colectivos. - não importa quem ele seja.

Não acusar sem provas: todos gozamos da presunção de inocência.

- Não usar fracassos alheios como desculpa para negar ajuda.

- Dar o benefício da dúvida, permitindo que o outro mostre o que sabe.

- Optar sempre pela confiança que constrói, e não pela desconfiança que destrói.

- Usar a dúvida como reflexão e prudência, não como barreira ao crescimento colectivo.

- Respeitar a lei, pois ela é a expressão mais justa para alcançar o bem-estar comum.

5 - Observador da Angola Profunda

Sou observador desta Angola profunda. Sob orientação de meu pai, de feliz memória, aprendi com os mais velhos fazendo perguntas e bebi da história directamente dos seus percursores.

Estudei o antes e o depois da independência, falei com alguns percursores como meu pai Tomás Alberto (in memoriam), meu tio Horácio Cumandala (in memoriam), meu tio-sogro Zeca Moreno, kota Carlos Lamartine, Dr. Cristiano Neto, entre outros...

O que não me foi dito, aprendi em livros e documentários.

Essa observação permitiu-me analisar:

1ª Geração: a que preparou as bases para a luta e conquista da independência.

2ª Geração: que proclamou a independência, filhos da primeira.

3ª Geração: a minha, que projecta a próxima etapa.

-  4ª Geração: a dos nossos filhos, que deve colher os frutos.

6 - Indústrias e Oportunidades

Angola tem tudo o que precisa:

Cantores podem criar a indústria da música.

Desportistas podem criar a indústria do desporto.

Empresários digitais podem criar a indústria digital.

Fazedores de cinema podem criar a indústria do cinema.

Humoristas e palestrantes podem criar a indústria do humor.

Apenas devem mudar a forma como fazem as coisas. É preciso olhar para os desafios como oportunidades, e não como problemas.

Cada angolano pode ser acionista ou dono destas indústrias.

Os estrangeiros trazem o dinheiro e a tecnologia, cabendo aos Angolanos, em defesa do interesse nacional, com patriotismo, definir o que para si é estratégico para o desenvolvimento e aproveitar às oportunidades que se lhe oferecem respeitando o princípio da parceria com base na reciprocidade de interesses.

A visão nasce da observação constante e estudos aprofundados, tentativas e erros, que infelizmente nem todos conseguem atingir tal nível, muito menos estão dispostos a passar por tal experiencias.

7 -O Valor Estratégico do Angolano

Para nos confundir, dizem que nos falta know-how, para desvalorizar o nosso capital humano. Mas já temos provas claras de compromisso com Angola e os Angolanos.

Precisamos projectar Angola a curto, médio e longo prazo. As indústrias de consumo interno são estratégicas": nelas está escondida a nossa *liberdade económica. Basta um angolano dar-se bem para inspirar os outros.

Angolano, não se esqueça: pelo facto de nasceres aqui, tens o privilégio de seres dono de tudo. Tu és um activo estratégico para a soberania nacional.

Por: Tomás Alberto

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