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Domingo, 28 Abril 2024 21:03

Encenação do terceiro mandato

A Nova Angola, apresentada em discurso directo pelo Congolês, Tulinabo S. Mushingi, embaixador dos Estados Unidos, tem como tónica uma agressiva imposição integradora de Angola dentro dos meandros geoestratégicos definidos pelo departamento de estado norte americano para África.

Acto I

A vergonha da diáspora lisboeta é nossa também. Angola não pode ser permanentemente de alguns figurões muito feios e gordos.

Os americanos forçaram um compromisso de obediência ilimitada gizado pela CIA e pelo Departamento de Estado, essa estratégia mostra, que João Lourenço, foi agraciado ilegitimamente pelos Estados Unidos, como presidente de Angola, a fatura chegou agora.

Essa maneira de agir é deliberadamente utilizada pelos Estados Unidos, para cacifar putativos ditadores eleitos através de fraudes monumentais como aconteceu em Angola em agosto de 2022.

Acto II

Os outros parceiros ficarão a ver navios?

Porém, a pergunta que não quer calar é: como vão reagir os demais parceiros (bilaterais) de Angola? A China, actual patrão financeiro de João Lourenço, vai tornar-se apenas um país passista idêntico a carnavalesco? E a Rússia, que foi e é ainda o maior credor fornecedora de material bélico e tecnologia armamentista, ficara apenas a ver a banda passar!

Os Estados Unidos sabem bem que o MPLA é o pior e mais incandescente inimigo da democracia em Angola, por isso opõem-se terminantemente que a democracia prospere em Angola. Por outro lado, os americanos parecem não ter percebido ainda, que o angolano cresceu e deseja ser dono do seu próprio destino.

É inaceitável que o destino dos angolanos esteja nas mãos de estranhos, sim, apesar do embaixador americano em Angola, ser originário de África, aliás, ele parece até ser membro do bureau político do MPLA e agente publicitário do regime. Ainda assim, felizmente ele não é angolano, por conseguinte, não conhece a dor que vai na alma dos angolanos que estão sujeitos ao escarnio do petulante ditador que os espezinha.

Acto III

A Festança em Lisboa.

O angolano mudou a sua forma de pensar e agir e quer a todo custo exercer em plenitude o seu direito de cidadania livres do ódio destilado com permissividade extrema pelo presidente do MPLA.

Na constelação dos interesses do regime, existem duas prioridades nucleares: o primeiro interesse é o despoletar uma guerra sem quartel contra toda e qualquer adversidade ou incomodo dos opositores internos e externos que estão em rota de colisão com os defensores de um terceiro mandato para João Lourenço.

O segundo interesse, passa pela entrega da economia e das riquezas para as mãos de familiares e amigos próximos nacionais e estrangeiros do presidente do MPLA. Essas afirmações não são gratuitas e sem fundamento, elas são verdadeiras. Esse estado de coisas fez com que o povo se defronta são perigosas para o futuro de Angola e dos angolanos.

Acto IV

O perigo mora em Angola

Ontem, o Jornalista William Tonet, quase perdeu a vida ao sofrer um atentado na sua própria residência, enquanto isso, jornalistas na diáspora conviviam numa festança com direito a manjares quase celestiais regados a champagne.

Enquanto isso, em Angola, trabalhadores fazem greve e lutam por um salário justo, que os ajudem a saciar a fome e miséria de que padecem, cerca de 98% dos angolanos vivem na indigência passando fome e miséria extrema.

Isso é repugnante a todos os níveis. Será que os festeiros do dia 25 de abril de 2024 não sabem que o ditador criou leis que vão até aos 15 de cadeia a quem o insultar?

Sabem os jornalistas, que membros do MPLA tentaram assassinar deputados da oposição na província do Cuando Cubango? Os festeiros presentes no jantar seguido de farra realizada pelo do MPLA, cantaram, beberam e dançaram, porque os angolanos vivem alegres, felizes e em total liberdade, ou foram a festa para dançar por cima dos cadáveres que morrem de fome e miséria!

Acto V

As mentiras do regime são a arma de arremesso real...

Os arautos apoiantes do terceiro mandato para João Lourenço, teriam informado a diáspora lisboeta festeira, que a fausta jantarada de 25 de Abril, tem como enfoque fundamental mediatizar um falso interesse público favorável ao tão desejado terceiro mandato para o ditador!

Ou a cegueira dessa parca diáspora em Portugal, fechou os olhos e aceitou fazer o papel de lorpas e assim ajudam a enganar os angolanos desavisados a aceitar o terceiro mandato!

A incoerência esteve estampada no rosto de um tal jornalista, que no fundo, nada representa para os angolanos em luta contra a ditadura. Notou-se igualmente a mancomunação existente entre músicos e os yes mans de João Lourenço.

Dizem agora a boca cheia as boas línguas aqui em Luanda, que o terceiro mandato estaria mais perto de ser alcançado. Porém, importa saber, se essa minúscula a disporá não vislumbrou o alcance da intenção expressa no convite a eles endereçado!

Não entenderam que foram resignados ao papel de figurantes dentro da estratégia montada, para mostrar ao mundo que os angolanos até na diáspora querem um terceiro mandato para João Lourenço?

Acto VI

Somente a verdade liberta…

Só para que conste, a nossa luta pela alternância do poder político continua. Por outro lado, é de bom dar a conhecer aos convidados do ditador, que o esforço de ele parecer sensível as necessidades e motivações dos angolanos na estranja é uma mentira, que aqui na Angola profunda não cola.

Algumas figuras proeminentes da nomenclatura e das secretas, afirmam que todo programa acontecido em Lisboa, foi feito com o total conhecimento prévio dos convidados. Todos sabiam que o jantar serviria para demonstrar apoio ao terceiro mandato para o ditador! De facto, a diáspora lisboeta está distanciada da forma de pensar, sentir e agir as dores do povo sofrido.

Os ganhos fáceis precedem sempre ao desconsolo que a lei do retorno traz, significa dizer, que a fatura dos malefícios praticados sempre chega. Não se pode ser um dia os discípulos do bem e no outro adoradores do deus dinheiro. Com toda certeza, isso trará infortúnio e ranger de dentes aos aduladores do nosso infiel ditador.

VIII

A culpa é da falta de diálogo...

A arte de dialogar é uma necessidade permanente em política, daí se entende não haver espaços vazios na política. De igual modo aprendi, que em política, os espaços devem ser regateados em diálogo permanente com os parceiros de luta. Quando o diálogo inexiste, as pessoas não se sentem parte do da luta de classes ou de um determinado agrupamento político.

Situação similar acontece nas as oposições em Angola, onde as mensagens políticas parecem ser direcionadas para um determinado círculo secretíssimas de pessoas concentradas no interior dos respetivos partidos, onde são consumidas a exaustão por um núcleo fechado de pessoas.

É preciso incrementar novas formas de diálogo com a sociedade. É importante realizar mudanças internas no corpo dirigente da oposição e sobretudo colocar pessoas facilmente identificáveis com determinados grupos da sociedade de fazedores de opinião.

A UNITA tem obrigatoriedade de realizar mudanças significativas na cidade capital Luanda. Faz-se necessário e urgente introduzir pessoas adequadas, que ajudem o secretário provincial de Luanda nas suas demandas.

Preludio

A cautela protege o amanhã

Moradores no centro da capital e dos condomínios, que outrora estiveram com a oposição, hoje estão de volta de onde saíram, por não terem nenhuma identificação com a direção provincial da UNITA em Luanda. A capital do país é o lugar onde existem o maior número de formadores de opinião.

Esses espaços têm que ser ocupados, por outro lado, os you tubers dizem sentir-se abandonados, tanto os da diáspora como os que moram no país, afirmam serem negligenciados, pois, até a data ninguém estabeleceu qualquer espécie de diálogo com eles.

Com toda certeza, esses fazedores de opinião não se sentem como parte da luta travada pela UNITA. Todos atores da informação alternativa e não só, queixam da falte atenção e da inexistência de diálogo.

Meus senhores, abram rapidamente as portas para o diálogo com a sociedade residente em Angola e na diáspora.

Estamos Juntos, ainda.

Por Raúl Diniz

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