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Sexta, 18 Agosto 2023 22:10

Impeachment abriu a consciência do povo e alterou a percepção sobre o poder instalado.

Quem tem direito e dá mais garantia, o Angolano de (GEMA) ou o Angolano da (VEZ) que há 48 anos se encontra a frente dos cargos ministeriais mesmo sem capacidade para administra-los? O povo já falou e continua a falar que não esta com os lampeiros empoleirados no trono do poder.

Por Raúl Diniz

Apesar do chinfrim produzido por alguns deputados e deputadas desconhecidos da população apresentarem sua opção legitima de apoiar o presidente João Lourenço não colhe, essa iniciativa sem aderência popular não tem pernas para andar.

Nessa longa odisseia rumo ao impeachment, uma certeza já se tem, o MPLA está desgovernado, com medo e com a popularidade zero.

Não importa o desfecho do processo que será aberto na assembleia nacional, o interessante, é que o povo em uníssono critica e reprova o presidente João Lourenço e o MPLA.

Ademais, é reconhecido que em Angola, que o momento atual é de convincente rotura institucional e de uma gritante perturbação social, que pode a qualquer momento descambar numa implosão social.

Vistas as coisas por esse prisma, importa a Oposição, digo a UNITA, da qual acredito ter consciência desse facto, com a maior urgência ajude a sanar essa situação perigosa e de proporções apocalíticas.

Para evitar que essa situação assombrada se transforme em realidade, a direção da UNITA deve dedicar-se com urgência, em manter diálogo com as populações acerca do impeachment com elevada clareza.

O povo tem sido o grande parceiro da UNITA, por isso, o partido de Jonas Savimbi, deve manter uma maior proximidade junto das populações, de forma a garantir uma visível corresponsabilização na ação do impeachment aberta contra o presidente da república.

Sabe-se que o regime está paralisado e sem motivação para aderir incondicionalmente a democratização e de estabelecer um estado de direito democrático em Angola. Nem mesmo as prometidas autarquias serão realizadas por medo.

Assim, o papel da UNITA é ainda mais relevante por ser o único partido que mantem um diálogo aberto e abrangente com as populações da Angola profunda como já afirmei aqui.

Daí, a responsabilidade de unir o povo nessa nada fácil peleja de depor pela via constitucional o presidente ditador é ainda mais crescente.

As falas que a UNITA deverá usar doravante nos meetings e nos comícios que realizara daqui para frente, terão que obedecer aos critérios que levaram a abertura do processo de impedimento do presidente da república.

O MPLA sabe que a sociedade no seu todo, incluído a maioria da militância do MPLA, deixaram de temer a ditadura e principalmente deixaram de ter medo do ditador.

O presidente da UNITA engenheiro Adalberto Costa Júnior e a direção do partido que sabiamente lidera, só têm uma estrada a percorrer, que é a de apoiarem-se a vontade irreversível do povo, que deseja libertar-se do MPLA.

Faz-se necessário, que a liderança da UNITA interprete fielmente os ensejos do povo que a escolheu para ser o fiel catalisador da sua vontade em liberta-se definitivamente dos esporões da ditadura, a UNITA cabe-lhe retirar daí as devidas ilações a respeito.

É inteligente e deveras oportuno não esquecer, que a vox populi é a vox deux. Ao dar voz aos sem voz, a UNITA assume o papel de liderança no processo de impeachment e da pacificação dos espíritos. por isso, cabe a UNITA, liderar o processo de impeachment com apoio integral do povo.

Todo cidadão sabe que o presidente João Lourenço, afirmou publicamente que a oposição não tem vez no país.

Ao cidadão angolano na opinião do Presidente da república, depende da sua filiação partidária, para ter ou não direito ao trabalho.

Aliás, o chefe do executivo fez saber que a oposição não tem o direito ao trabalho, não poderá ser secretario de estado, ministro, vice-presidente e menos ainda presidente da república.

Para bom entendedor meio discurso basta, ficou claro que o presidente João Lourenço, dividiu a sociedade em duas classes. a classe social dos paupérrimos, os pobres e miseráveis que atacam os contentores de lixo em busca de alimento.

A segunda classe é a dos ricaços multimilionários e gatunos bilionários. Na prática 95% da população angolana fica interditada de ser gente e de ser discriminada na sua própria terra.

Na política, como na vida real, as dificuldades permitem aprimorar a capacidade e desempenho. Por isso surge o desafio da inovação para transformar e criar progresso a favor de todos.

Os Angolanos são um povo tolerante. Mas há limites. No caso, aos Angolanos é permitido o pleno desfrute de mais do que uma nacionalidade.

No entanto, diante dos tempos difíceis e desafiantes que vivemos, precisamos de soluções que tragam com maior rapidez o empenho de todos, por isso exige-se um compromisso férreo e sem ações dúbias.

Então se se admite publicamente que os da oposição não tem prerrogativa, como se pode aceitar com bom senso que nesta fase se tolera, que altos responsáveis políticos e em cargos públicos e em funções no aparelho de governo ou nas empresas publicas, possam gozar da dupla nacionalidade enquanto no exercício das funções.

Está na hora de acto contínuo lhes ser exigida a prova de renúncia da outra nacionalidade ou a demissão voluntária e imediata das funções.

Será necessário um claro divisor de águas para melhor se desempenhar as funções de Estado e de Governo e resultar na cobrança com sucesso na gestão a frente das empresas públicas e dos ministérios para salvaguardar a defesa patriótica a frente dos interesses do País.

Tal como na igreja, na política e para defesa clara de um povo e de um Pais, a esse nível, um servidor só está em condições objetivas para servir uma pátria, sobretudo neste mundo tão dinâmico e global em que tudo se funde e confunde.

O seu a seu dono. Será que por amor a Angola, os nossos governantes estariam dispostos a uma atitude nobre com alma e total entrega ao país que dizem servir? Debalde. Isso nem pensar é bom.

Estamos juntos

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