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Segunda, 05 Dezembro 2022 16:20

O Sonho do Terceiro Mandato

Os analistas de plantão, criados a imagem de João Lourenço, são alimentados pelos cofres cheios de dinheiro roubado pelo MPLA ao erário público nacional. Essa gente formatada pelo corpo expedicionário da escola do DIP do MPLA, mostram-se aficionados adeptos arrogantes da teoria ficcionista da conspiração. 

De facto, nos últimos 3 anos, instalou-se no país, uma dramática crise social, forçada pela integralização pitoresca de um regime militarizado altamente policiado.

É sim verdade, que Angola, atravessa momentos preocupantes de instabilidade social gravíssima, a qualquer momento poderá transformar-se numa inesperada implosão social de proporções inimagináveis. 

É precisamente nesse quadro tenebroso de instabilidade político-social e económico, que os formadores aventureiros da desinformação social, trazem a público notícias aterradoras que apontam o desejo do ditador presidente do MPLA querer negociar a ideia profana de um terceiro mandato como presidente da república!

Sabemos todos que em Angola, não há mais espaço favorável para o líder dos larápios obter um terceiro mandato, por outra, o tempo de validade do MPLA e de João Lourenço, no poder se esgotou a muito. 

Resta apenas saber, se o presidente da república, e seus muchachos conseguem ou não terminar o segundo mandato que se iniciou. Porém, para terminar o mandato sem grandes sobressaltos, o presidente terá de fazer grandes concessões e sobretudo ter muita calma nessa hora.

Faz-se necessário, que o presidente da república não atente contra as instituições do estado com identidade soberana constitucionalizada, precisará sim fazer mudanças comportamentais de estilo diferenciado no seu ministério, terá ainda que ouvir as vozes de fora do seu círculo pessoal.

Reformar o judiciário é extremamente importante, isso significa dizer, que terá que repor o poder retirado ao judiciário, que propositadamente foi deslocado para o ministério público. Despolitização das instituições do aparelhado estado é uma necessidade premente. O regime tem que evitar em definitivo não mais obstruir as liberdades de expressão e de ir e vir do povo.

É importante que seja formalizada de uma vez por todas, que ao cidadão lhe seja permitido o exercício de cidadania. Não é aconselhável ao presidente da república esticar demasiado a corda. O momento actual é deveras alarmante, pois, nunca em Angola, se vivenciou estágios de tanto estresse colectivo, momentos assustadores de tamanha raiva contra o MPLA, nem jamais se viveram momentos de tamanho ódio por um presidente da república. 

Por outro lado, é preciso retirar as instituições do morticínio delitoso a que foram votadas.

As instituições do estado caíram em total descrédito, ninguém confia minimamente no judiciário, menos ainda no ministério público. A comunicação social não serve para nada, continua aquele lixo desprezível de sempre.

As policias servem apenas os donos do regime, elas têm sido lançadas com frequência para aterrorizar e assassinar o povo. 

O software das secretas foi alterado a preceito para obedecer cegamente apenas o MPLA, a nova versão das secretas não serve apenas para perseguir e espionar a sociedade civil inteligente ativa organizada, elas estão igualmente afinadas numa versão subversiva, para desestabilizar a oposição credível.

A economia não possui qualquer sustentáculo programatizado, nem mesmo é parte consagrada de uma acertada política de estado. A economia angolana serve apenas os interesses nucleares dos gestores do estado cleptocrático instalado.

Existe no ar uma pergunta que vale uma nota de três kwanzas que não quer calar, a pergunta é; como o presidente da república pensa plantar credibilidade para colher a confiança para que o povo lhe conceda um terceiro mandato?

Por outro lado, e para terminar, com qual oposição o presidente do MPLA pensa conversar? A do parlamento? Ou será que vai utilizar as secretas para minar a UNITA e a FPU, para desestabilizar as oposições no parlamento?

Por acaso pensa seriamente conversar de igual para igual com as oposições e daí persuadi-las a votar favoravelmente pela sua continuidade no poder e desse modo permanecer no poder por infindáveis e aterrorizantes anos? 

A hipótese do imaginado terceiro mandato, permanecerá refletido apenas num ardiloso sonho, que a posteriori poderá eventualmente transformar-se num tenebroso pesadelo para os autores dessa ideia humanamente impensável. Essa manobra os angolanos querem mentalmente visualizar com olhos de ver. Haver vamos.

Estamos juntos

Por Raúl Diniz

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