O coordenador da Comissão de Reconciliação em Memória das Vítimas de Conflitos Políticos (Civicop) disse hoje que a saída da UNITA, o maior partido da oposição angolana, não afeta a credidilidade da comissão.
A Comissão de Reconciliação em Memória das Vítimas de Conflitos Políticos (Civicop) disse hoje que não foi ainda formalmente notificada da retirada da UNITA do órgão, do qual não participaram hoje os representantes daquele partido.
O presidente da UNITA anunciou hoje que o partido decidiu abandonar a Comissão de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos, por esta “desvirtuar” a sua missão e se ter transformado em "destilador do ódio", responsabilizando o Presidente angolano.
O jurista angolano e membro da Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (Civicop) António Ventura criticou hoje o “desvio completo” dos princípios e fundamentos da criação deste órgão.
Uma fonte da Televisão Pública de Angola (TPA) que não quis ser identificada, em notícia publicada ontem, no espaço informativo Telejornal, revelou que as mortes de Pedro Ngueve Jonatão “Tito” Chingunji e Wilson dos Santos ocorreram em 1991 a mando do então líder da UNITA, Jonas Savimbi, e a queima das ossadas oito anos depois.