Jornalista Luis Carlos
Licenciado em Jornalismo e Ciências Sociais é Administrador do site Angola 24 Horas
Num Estado de direito democrático, cada órgão e organismo da Administração Pública exerce competências próprias, definidas por lei, com o objectivo de assegurar o bom funcionamento do Estado e a concretização das políticas públicas aprovadas pelo Executivo.
A história política recente de Angola sugere que, na luta pelo poder, a forma de afastar um adversário raramente muda; muda apenas o alvo. A recente rejeição da pré-candidatura do general na reforma e antigo governador Higino Carneiro pela Subcomissão de Candidaturas do MPLA trouxe novamente para o centro do debate uma estratégia que alguns analistas consideram recorrente na política angolana.
A exclusão da candidatura de Higino Carneiro à liderança do MPLA poderá ter consequências políticas que ultrapassam a disputa interna do partido no poder, podendo criar oportunidades para a oposição e para os sectores da sociedade civil que defendem a alternância política em Angola. A leitura foi feita por Jonas Sebastião, vice-presidente do Movimento Social para a Mudança, e pela activista e socióloga Luzia Moniz, durante uma entrevista ao programa Radar DW.
O IX Congresso Ordinário do MPLA, inicialmente encarado como mais um momento de consolidação da liderança interna, transformou-se num dos episódios de maior tensão política da história recente do partido.