Depois de concluir a venda de 15% do capital da Unitel, o Governo angolano prepara-se para avançar com a privatização de parte da participação confiscada ao empresário Carlos São Vicente no Standard Bank de Angola, numa estratégia que visa acelerar a alienação de ativos apreendidos pelo Estado no âmbito do Programa de Privatizações (PROPRIV).
As ações da Unitel fecharam hoje a cair 12,95% no segundo dia de negociação na bolsa angolana, corrigindo a forte valorização da estreia, numa altura em que ainda recupera do ataque de que foi alvo.
O ataque cibernético que paralisou os serviços móveis da UNITEL na madrugada de terça-feira poderá ter tido como principal objetivo a obtenção de um resgate milionário equivalente ao montante arrecadado com a recente venda de 15% das ações da operadora na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA).
A Unitel admitiu, esta Quinta-feira, que o ataque informático de que foi alvo pode ter sido para perturbar a entrada em bolsa, anunciando ter recuperado parcialmente os serviços em 15 províncias, com reposição prevista até ao final do dia.
O economista Carlos Rosado de Carvalho afirmou hoje que o ataque cibernético que atingiu a Unitel vai desvalorizar a operadora e acabará por se refletir nas suas contas, defendendo que devia ter sido suspensa a entrada em bolsa.