A eventual consolidação de João Lourenço como candidato isolado à liderança do MPLA poderá acentuar as divisões internas no partido e alterar o quadro político da formação no período que antecede as eleições gerais de 2027. Analistas ouvidos pelo Novo Jornal admitem que uma disputa interna sem espaço efectivo para candidaturas alternativas poderá provocar o afastamento de sectores descontentes e levar parte dos militantes a expressar o seu desagrado nas urnas.
O pré-candidato à presidência do MPLA, Francisco Higino Lopes Carneiro, foi notificado da decisão do Tribunal Constitucional que julgou improcedente a providência cautelar apresentada a 24 de Julho, na qual era requerida a apreciação e suspensão da decisão da Subcomissão de Candidaturas que determinou a nulidade da sua candidatura ao cargo de presidente do partido.
O Tribunal Constitucional de Angola negou a providência cautelar apresentada por Higino Carneiro para suspender a rejeição da sua candidatura à liderança do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), segundo o acórdão conhecido hoje.
O pré-candidato à liderança do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), António Venâncio, regressou esta segunda-feira, 7 de Setembro, às redes sociais para agradecer o apoio dos militantes do partido em Luanda e Cabinda, províncias que somam já mais de 3.500 subscrições ao seu processo de candidatura.
O antigo primeiro-ministro angolano e ex-secretário-geral do MPLA, Marcolino Moco, veio a público criticar aquilo que classifica como uma campanha de "construção de aparências" promovida por sectores ligados ao partido no poder, que insiste em apresentar-se como a única força política angolana a estar do "lado certo da História" na aproximação às próximas eleições.