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Sábado, 20 Janeiro 2024 10:30

Félix Tshisekedi toma posse para segundo mandato na RDCongo após eleições contestadas

O Presidente da República Democrática do Congo (RDCongo), Félix Tshisekedi, toma posse hoje para um segundo mandato após ter vencido as últimas eleições presidenciais, de 20 de dezembro, envoltas em suspeitas de irregularidades.

De acordo com os resultados divulgados pelo CENI (Comissão Eleitoral Nacional Independente), em dezembro, Félix Tshisekedi foi reeleito para um segundo mandato de cinco anos, obtendo 73,34% dos votos, tomando hoje posse na presença de diversos chefes de Estado, entre os quais os lusófonos João Lourenço (Angola), Umaro Sissoco Embaló (Guiné-Bissau) e Carlos Vila Nova (São Tomé e Princípe).

Desde que foram publicados os resultados parciais que a oposição tem criticado o processo, alegando a existência de fraude eleitoral neste país que faz fronteira com Angola.

Na quinta-feira, três candidatos da oposição derrotados nas eleições apelaram aos congoleses para hoje demonstrarem o seu “descontentamento” e protestarem contra o que descrevem como um “roubo eleitoral”.

Os opositores – Moïse Katumbi, Martin Fayulu e Floribert Anzuluni – não convocaram manifestações ou marchas, mas pediram “a todos, onde quer que estejam, que mostrem o seu descontentamento, que se levantem e digam não”.

Uma manifestação tinha sido planeada para 27 de dezembro, em Kinshasa, pela oposição, mas foi proibida pelas autoridades.

As quatro eleições que decorreram em simultâneo a 20 de dezembro tinham 43,8 milhões de eleitores registados para elegerem o presidente, o parlamento e os representantes nas assembleias regionais e nos conselhos locais.

A União para a Democracia e o Progresso Social (UDPS), partido de Tshisekedi, também conquistou a maioria dos assentos na Assembleia Nacional nas polémicas eleições.

Tshisekedi, filho do histórico líder da oposição Étienne Tshisekedi, falecido em 2017, concorreu a um segundo mandato contra um total de 21 candidatos, depois de uma campanha eleitoral marcada pela desconfiança sobre o papel da comissão eleitoral e por episódios de violência durante vários eventos de campanha dos opositores mais proeminentes.

A União Europeia reconheceu a reeleição de Félix Tshisekedi, após os resultados eleitorais confirmados pelo Tribunal Constitucional da RDCongo, mas apelou à CENI e às autoridades judiciais para que respondam às preocupações expressas pelos observadores e investiguem "de forma justa e transparente" todas as alegações de irregularidades, incluindo as de fraude e violência.

Os 27 recordam que várias missões de observação eleitoral documentaram "numerosos casos de irregularidades e incidentes" que afetaram "todo" o processo eleitoral.

Também o Governo dos Estados Unidos felicitou Félix Tshisekedi, pedindo, igualmente, às autoridades para investigarem as denúnicas de irregularidades e incidentes.

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