A empresária sublinhou, no Twitter, que “numa altura em que é vital a economia angolana atrair investimento externo, esta ordem de confisco politicamente motivada é um mau sinal para o setor privado”.
A empresária filha do ex-presidente de Angola garante não estar a receber um tratamento judicial justo no processo de que é alvo e que levou ao congelamento das suas contas bancárias bem como da participação em nove empresas. "Isto vai ter um impacto muito grande nas empresas e não estar próxima delas vai ser muito difícil", disse num vídeo em direto no Instagram.
Partidos da oposição angolana reagiram ao congelamento das propriedades e contas de Isabel dos Santos, seu marido e um sócio afirmando que o combate pela recuperação de bens roubados ao estado deve ser alargado a outros suspeitos.
A empresária Isabel dos Santos afirmou em um comunicado distribuído esta noite que nunca foi notificada ou ouvida no âmbito no inquérito que levou ao arresto das suas contas em Angola e “não teve oportunidade de apresentar defesa”, negando as acusações em que é visada num processo que afirma ser “politicamente motivado”.
Ao Observador, o jornalista angolano recusa que haja uma rotura no MPLA e garante que ninguém é verdadeiramente leal a José Eduardo dos Santos, "o padrinho da corrupção".