Os advogados do caso Lussati queixaram-se hoje de “falta de imparcialidade” do tribunal no seu tratamento com o Ministério Público (MP) angolano e ponderam abandonar a sessão de sexta-feira, após protestos em bloco no segundo dia de julgamento.
Pouco mais de seis meses depois dos Estados Unidos terem acusado o antigo ministro de Estado e chefe da Casa Militar da Presidência de Angola Manuel Helder Vieira Dias Junior “Kopelipa” e o antigo chefe do Serviço de Comunicação do Governo Leopoldino Fragoso do Nascimento “Dino” de desvio de biliões de dólares do Governo angolano não há qualquer indício de que a Procuradoria Geral da República (PGR) angolana esteja a planear qualquer acção contra eles.
O Ministério Público (MP) angolano disse hoje que a presença de atuais e ex-governantes no julgamento do caso Lussati “por agora se afigura impertinente”, face à prova produzida, e que não houve leilão dos bens apreendidos nos autos.