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Sexta, 07 Agosto 2020 13:51

Pulga na orelha: Venda da UNIA carece de investigação profunda da PGR

O anúncio de venda da Universidade Independente de Angola (UNIA), confirmado hoje, 07 de Agosto pelo proprietário único, António Burity da Silva, é alvo de boa investigação da PGR de Angola, segundo constatou Angola24Horas.

De acordo com as declarações de uma fonte próxima à instituição, proferidas em anonimato, a referida infraestrutura terá sido projectada na altura em que o assumido proprietário único, ocupava o cargo de ministro da Educação, factor mais do que principal para se iniciar uma investigação sobre o caso.

"Esta venda, devia ser uma pista a explorar pela PGR. Ele foi gestor público por longos anos estando à frente de grandes projectos no âmbito da Educação. É preciso se apurar a origem do dinheiro com que desenvolveu o seu projecto, naquela conjuntura de vacas gordas" comentou a fonte.

Informações postas a circular nas redes sociais, nesta quinta-feira, 6, davam conta de que a Universidade Independente de Angola, estava a ser vendida num valor pouco abaixo do que arrecadava anualmente, porque o proprietário temia ser alvo de confisco, pelo Serviço de Recuperação de Activos, da PGR.

Depois que António Burity da Silva desmentiu temer pelo confisco, um internauta foi mais além questionando, "E como é que conseguiu erguer este tão almejado património? Não me diz que foi com o teu salário no tempo de ministro. Aliás como é possível uma instituição que dura anos, como uma frequência anual invejável pode desmoronar em apenas 5 meses?".

NOTA DE IMPRENSA⠀

É com alguma tristeza que venho lendo textos nas redes socias, de que a UNIA (Universidade Independente de Angola) está em falência e por esse motivo posta a venda. ⠀

A estes associa-se a informação de que eu; António Burity da Silva, tenho um processo aberto pela PGR para confisco da referida Universidade, pelo Estado Angolano. ⠀

Assim, devo publicamente informar que nunca fui contactado por nem um órgão da justiça angolana, sobre este ou outro assunto de fórum judicial. ⠀

Acontece é que a semelhança das demais instituições de ensino angolano, os trabalhadores da UNIA foram dispensados das suas atividades uma vez que o ano lectivo foi interrompido por motivos por todos conhecido, não se tratando de falência. ⠀

Como proprietário único da Universidade Independente de Angola, decido o futuro do meu projeto de vida e decidi colocar a venda este património, pois com a idade que tenho não me sinto em condições de viver os sobressaltos atuais que os empresários angolanos têm sido obrigados a viver diariamente. ⠀

Por ser verdade agradeço a reposição da veracidade da informação pelos referidos órgãos. ⠀

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