Terça, 14 de Julho de 2020
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Segunda, 29 Junho 2020 11:39

Angola mantém acordo de entrega de gados e envia equipa veterinária para o Chade

Dos 4.351 animais que vieram daquele país, 9% já morreram. Ainda no centro de quarentena foram detectados os primeiros sinais da doença, foram enviadas 228 amostras para um laboratório na Namíbia e 57 deram positivo no teste de PPCB - Pleuropneumonia. Mas o acordo mantém-se.

Apesar da morte de 9% do efectivo que chegou a Angola, 385 dos 4.351 animais, o acordo com o Chade para a entrega de 75.000 cabeças de gado nos próximos cinco anos vai, para já, manter-se. Esta garantia foi dada ao Expansão pelo próprio ministro da Agricultura, confirmando os argumentos apresentados em comunicado pela instituição, que dão conta que será enviada uma equipa veterinária para o Chade para acompanhar as próximas entregas.

Tem também havido troca de informação técnica entre os ministérios dos dois países no sentido de perceber onde falhou o processo de controlo sanitário, de forma a evitar que se repita nas próximas entregas.

Os primeiros sinais que alguma coisa não estava bem aconteceram ainda no centro de quarentena, especialmente nos últimos dois lotes, sendo que a morte de vários animais acelerou a necessidade de recolha de análises, e como o País tem deficiências laboratoriais, estas foram enviadas para a Namíbia. Quando os resultados chegaram, 57 em 228 amostras testaram positivo em PPCA - Peripneumonia, e já tinham sido entregues 2.050 animais aos beneficiários, cinco fazendas na região do planalto de Camabatela - três no Cuanza Norte, uma no Cuanza Sul e outra no Zaire. Neste entretanto confirmou-se a morte de 385 animais, 57 durante o processo de transportação e 358 cabeças já nas fazendas. A fazenda do Zaire foi a que teve mais casos.

Nesta altura surgiram as primeiras mensagens nas redes sociais dando conta que agora era necessário abater e queimar todas as manadas e todos os animais que estiveram em contacto com os infectados. A posição do ministério é diferente, estando a tratar os animais que estão vivos, isolando-os numa primeira fase, depois monitorando a restante manada, acreditando que a maioria destes animais, depois de tratados, poderá completar o ciclo de produção, e inclusive, ser abatido e utilizado para a alimentação humana. Obviamente para que isto aconteça é necessário na altura da recepção no matadouro fazer análises específicas para garantir que a carne não faz mal à saúde dos consumidores.

Dois aspectos que convém ter em conta - a doença sempre existiu em Angola, há registos de casos de peripneumonia que remontam ao séc. XIX, e também que ninguém tem dúvidas que os animais vieram já infectados e que no Planalto de Camabatela, no limite, terão potenciado o contágio. Importante também acrescentar que ainda estão vivos cerca de 3.900 animais, cerca de metade no centro de quarentena, e que não há nenhum plano para os abater e os queimar. Relativamente aos que já morreram, a questão é diferente. Expansão

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