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Segunda, 29 Junho 2020 11:53

Capapinha diz que carros sob investigação foram alugados com a opção de compra

O governador deu a conhecer que, no conjunto, os carros valeram uma média não superior a 35 milhões de kwanzas por cada viatura e já constituem património da província desde Novembro do ano passado

Falando nas vestes de primeiro secretário provincial do MPLA no Cuanza-Sul, Job Capapinha disse que os dois carros alugados para os dois vice-governadores tinham a opção de aluguer com a opção de compra e que desde o dia 13 de Novembro de 2019 passaram a ser património da província.

No conjunto, conforme explicou, os carros valeram uma média não superior a 35 milhões de kwanzas por cada viatura.

“O que se tirou do Orçamento Geral do Estado para aqueles carros é superior ao que está publicado. Portanto, se cada carro, por opção de compra, custou mais de 34 milhões de kwanzas, estamos a falar que o valor total é acima dos 70 milhões e não de 49, como foi publicado”, referiu.

O também governador da província fez saber que do ponto de vista de orientação política que deu, na altura, é que os carros tinham de ser alugados porque na época não tinha autorização do Executivo central para comprar carros.

“Então, utilizamos o exercício da compra de serviços que era possível e assim, gradualmente, completamos os valores dos carros com a opção de compra”, esclareceu.

Segundo ainda Capapinha, pode ser até que o contrato esteja mal elaborado tecnicamente. Mas, afirmou, o seu papel não é técnico. É político.

“E desde que esse exercício político não retire nada para os meus bolsos, eu estou à vontade para falar e para defender”, assegurou.

Para Capapinha, a divulgação da informação sobre os referidos carros tinha como propósito a desacreditação de algumas figuras a
nível da província por grupos que não se revêm nas acções locais em curso.

Em face disso, apontou, há a necessidade de se dialogar mais, fazer circular melhor a informação entre os membros do partido para que mais facilmente se detecte os autores deste tipo de informações.

“Infelizmente, temos cá, entre nós, uns que, sentados aqui dizem uma coisa, mas que de pé, lá fora, dizem outra coisa”, deplorou.

Segundo Job Capapinha, o que acontece nas estruturas do seu partido, a nível local, é a falta de unidade de pensamento de acção.

O também governador do Cuanza-Sul disse que tem mais do que razão amadurecida para afinar todos os dias o seu discurso político em prol da defesa dos ideias do MPLA, respeitando o próximo, respeitando o angolano e o patriota.

“Mas, quando tratarmos de luta pela manutenção do MPLA no poder, eu fico na frente e combato energicamente. Nunca dei um tiro, nunca fui militar, mas a minha arma sempre foram a boca e os argumentos políticos”, desabafou.

De recordar que, recentemente, o procurador Geral da República no Cuanza-Sul, Joaquim Macedo, deu a conhecer ao OPAÍS que o inquérito sobre o caso de aluguer de duas viaturas para os dois vice-governadores no Cuanza-Sul está concluído, depois de ter obedecido o cumprimento de todas as normas administrativas de inquirição dos envolvidos.

Segundo o procurador, depois da sua conclusão, o processo foi remetido à Direcção Nacional de Prevenção e Combate à Corrupção para o cumprimento de outras formalidades que poderão resultar em processo criminal caso haja indícios de cometimento de crimes.

A abertura do referido processo foi feita depois de informações postas a circular terem denunciado que o Governo Provincial do Cuanza-Sul, chefiado por Job Capapinha, tinha efectuado, no dia 21 de Setembro, de 2019, o pagamento de mais de 49 milhões de kwanzas a empresa Ango Guerou para o aluguer de 2 viaturas, por um ano, para os dois vice-governadores locais. OPAIS

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