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Segunda, 28 Outubro 2019 12:21

"Sobrevivência em risco." Amnistia Internacional denuncia fome no Sul de Angola

A organização não-governamental diz que há comunidades em risco devido às expropriações ilegais de terrenos agrícolas, a única forma de subsistência de muitas famílias na região Sul de Angola.

A Amnistia Internacional alerta para a situação de fome vivida no Sul de Angola. De acordo com a organização não-governamental (ONG), há uma crise alimentar que está a colocar em risco a sobrevivência das populações nas províncias de Cunene, Huíla e Namibe.

Segundo a Amnistia Internacional, nos últimos dois anos, "milhares de pequenos criadores de gado no município dos Gambos, no sul de Angola têm sido afastados de terras que ocupavam para dar lugar a grandes explorações pecuárias". Estas serão expropriações ilegais, feitas sem que os agricultores sejam consultados ou recebam qualquer indemnização.

"O resultado é uma crise alimentar, sem qualquer assistência ou compensação do Governo", denuncia a ONG, acrescentando que, com o agravamento da seca, há um cenário de subnutrição entre a população da região. "Os criadores de gado tradicionais perderam as melhores pastagens e veem agora, desesperados, os filhos e as famílias irem para a cama de estômago vazio", denuncia a a Amnistia Internacional, numa publicação feita na sua página oficial na Internet.

"É através das pastagens comunitárias que estas comunidades obtém o seu principal alimento, o leite, bem como a capacidade financeira para poderem garantir a educação das suas crianças numa escola ou terem acesso a cuidados médicos adequados. A sobrevivência destas comunidades está verdadeiramente em risco", alerta a organização.

Por esse motivo, a Amnistia Internacional lançou uma petição , exigindo ao presidente de Angola que tome medidas imediatas e respeite os direitos humanos durante os processos de expropriação.

"Instamos o Governo de Angola a colocar um fim a estas expropriações de terra e a tomar medidas urgentes para que estas comunidades recebam o apoio a que têm direito", esclarece a Amnistia Internacional.

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