Sexta, 23 de Outubro de 2026
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O agravamento das tensões em torno da sucessão na liderança do MPLA levanta sérias questões sobre a democracia interna, a independência das instituições e a capacidade do partido para preservar a sua unidade. Na perspectiva do autor, João Lourenço é o principal responsável político por uma crise que ameaça ultrapassar as fronteiras partidárias e aprofundar as divisões na sociedade angolana.

A condução do processo de candidaturas à liderança do MPLA, marcado pela contestação em torno de Higino Carneiro e de outros potenciais concorrentes, está a suscitar dúvidas quanto à liberdade de escolha dos militantes e à transparência da disputa interna. O processo poderá também agravar as divisões no seio do partido e transformar a continuidade de João Lourenço na liderança num factor de desgaste político, numa altura em que o MPLA se prepara para as eleições gerais de 2027.

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