A condução do processo de candidaturas à liderança do MPLA, marcado pela contestação em torno de Higino Carneiro e de outros potenciais concorrentes, está a suscitar dúvidas quanto à liberdade de escolha dos militantes e à transparência da disputa interna. O processo poderá também agravar as divisões no seio do partido e transformar a continuidade de João Lourenço na liderança num factor de desgaste político, numa altura em que o MPLA se prepara para as eleições gerais de 2027.