Sábado, 28 de Março de 2020
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Quinta, 13 Fevereiro 2020 19:45

Os 40 “ladrões de estimação” de João Lourenço estão no Palácio da Cidade Alta e no MPLA

Qualquer um que faz fé no combate à corrupção como parte de um plano do Governo para assepsia moral, social e governamental representado na figura de João Lourenço, acreditou piamente no quadrado redondo e nessa histeria toda envolvendo um dos seus prezados colaborares que nos revela duas faces: Primeira, alguns acreditam realmente na chegada de um “messias”; segunda, podemos resumir a atitude de João Lourenço como sendo de interproteção mafiosa, o espírito de gangue do MPLA

Na estrutura interna no MPLA, o poder de Edeltrudes Costa (Nandinho) é totalmente limitado. Porém, os desvios de somas altíssimas de recursos, estiveram ao seu alcance assim como os dados viciados se rendem àas mãos de um exímio jogador sem qualquer prejuízo até então, a sua “ilibada imagem”, não acredito que houvesse sido exonerado por José Eduardo dos Santos por corrupção, razão pela da qual Edeltrudes Costa (Nandinho) foi promovido e está, agora, a ser protegido por João Lourenço.

Quem em sã consciência acredita realmente que o DNA do actual presidente não é composto de matéria pró-corrupção e tem as suas digitais em tudo quanto é esquema de corrupção, seja por participação direta quer seja por conivência?

Não acredito que os secretários, alguns ministros e grande parte da sua militância tenham lido as obras e conheçam a orientação ideológica do seu partido, o MPLA. Entretanto, fazem parte dessa engrenagem, logo, estão dispensados de a conhecer. Porém, a corrupção e a mentira fazem parte dos sistemas e quem faz parte dele, torna-se automaticamente co-autor desses desvios. Muitos partidos políticos escondem-se sobre o véu da democracia e concomitante alcançaram o status de partidos legais e com certa credibilidade. O MPLA é um caso emblemático e totalmente didático. Entender isso deixaria qualquer indivíduo minimamente blindado relativamente às falsas aparências.

O combate à corrupção alardeado pelo presidente João Lourenço é, na verdade, um cheque em branco, uma licença imoral para perseguir, intimidar e desmantelar adversários e o sistema criado por José Eduardo dos Santos, substituindo pelo seu, sobre o pretexto e aspirações genuínas da sociedade, aliás, uma demanda urgente da sociedade civi. Por esse motivo, muitos sectores da sociedade civil tendem apoiar ou “flertar” com João Lourenço e o seu discurso bolorento, repleto de palavras de efeitos que aos poucos se tornam apenas verborreia sem substância alguma.

O presidente João Lourenço apenas removeu os possíveis “riscos de segurança” à sua governabilidade mundana. Mas, assim como Alibabá, João Lourenço também tem os seus 40 ladrões de estimação. Esses repousam no coração do partido (MPLA) e no Palácio da Cidade Alta. Estão ávidos de continuar o saque’ só que dessa vez, em doses homeopáticas.

O caso de Edeltrudes Costa (Nandinho) é apenas a ponta do iceberg. Edeltrudes Costa (Nandinho) é um indivíduo inócuo na estrutura interna do partido (MPLA). Ele não pode ser o centro das discussões embora pelo que parece, tenha cometido grandes delitos. Existem pessoas com maior abrangência e relevância que cometeram crimes piores e em larga escala. Porém, gozam do inédito e seletivo prestígio do Presidente da República. Não estaria João Lourenço a cometer m crime de responsabilidade à luz dos nossos olhos, ao manipular e acobertar essas figuras que comprovadamente cometeram crimes? A que nível João Lourenço estaria envolvido a ponto de criar uma rede de proteção aos seus prezados companheiros?

Se o presidente não cometeu crimes diretamente, torna-se cúmplice por fazer parte dessa engrenagem. E pela sua indignação seletiva, esvazia todos os seus discurso. Não acredito que o Edeltrudes Costa (Nandinho), homem de confiança de João Lourenço, tenha agido por conta própria e muito menos que o Presidente da República não esteja a par das suas obras.

Por Hailé Selassie / O Kwanza

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