Quarta, 30 de Setembro de 2020
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Quinta, 09 Janeiro 2020 14:26

Donald Trump poderá abrir as portas para uma eventual terceira guerra mundial

Na verdade, África é um bebê que sofre com a luta dos matulões, passando sempre pelos reflexos das tragédias provocadas pelo alto (América ou Europa). Neste âmbito, caso ocorra uma terceira guerra mundial, imediatamente os países africanos serão vítima do ódio entre os países envolvidos nesse teatro militar, como se diz na gíria, “Quando dois elefantes lutam o capim é que sofre”.

Se é a guerra vem do alto, sofremos contudo no terreno, na proximidade, na vizinhança, e nos níveis mais inferiores da cadeia hierárquica. A terceira guerra mundial, não poderá poupar ninguém, aliás, a segunda guerra mundial, não terá poupado a nenhum País, todos, mas todos viveram da crise global resultante dos desastres causados por Adolf Hitler. Parece que o mundo tem saudades de transformar vilas em desertos, de transformar rios de peixes em rios de sangue, de aumentar viúvas, órfãos e destruir cidades por completo.

Todavia, os EUA como primeira potência mundial, deveriam com força imperativa evitar que uma tragédia que curse o mundo termine por completo com a vida humana, pois que uma terceira guerra mundial envolveria toda forma de arma: “Armas nucleares de destruição em massa, armas químicas, armas biológicas, armas com agentes físicos excessivamente venenosos, etc, etc, etc… Os grandes deste mundo não poupariam nenhuma forma de arma para fazer face ao mundo, utilizariam todas as formas de armas excessivamente letal para o combate no plano mundial, e ver quem tem mais força, evidenciar – se – ia, uma verdadeiro desastre militar no plano mundial, com crimes de guerra de variada ordem, a uma escala global, seria, talvez, o fim do mundo, desde logo. Portanto, é imperativo evitar.

De lembrar que na guerra frontal de homem à homem, América nunca ganhou guerra, no plano mundial. Na primeira guerra mundial, os americanos não se fizeram presentes. Na segunda guerra mundial, os americanos não se envolveram de forma directa, porém apoiaram com material militar e alimentação aos seus aliados, excepto no ataque ao Japão. Desde logo, a Rússia tem sido a líder militar no plano de guerras com escalas mundiais. Desde a segunda guerra mundial para cá, os russos têm provados maior hegemonia militar e maior destreza militar, com relação os americanos. Enquanto os americanos têm mostrado possuir uma alavanca bélica bastante poderosa, com maior equipamentos militares de alcance à variados kms, maiores materiais de guerra submarina, aviões não tripulados, armas nucleares inteligentes, tecnologia de guerra avançada no plano da engenharia robótica. Os russos provam serem muito mais hábeis em campo de combate homem à homem que os americanos. As operações militares de campo provaram as fraquezas dos americanos na arena prática em relação aos russos. Os exemplos são vivos de que os americanos nunca mostraram destreza militar de campo, com envolvimento de soldados directamente nas campanhas de guerra. O caso da Síria provou mais uma vez a fraqueza militar dos EUA face à Rússia, de que de facto, se acontecer uma terceira guerra mundial onde os russos, coreanos e chineses se envolvam, os americanos não seriam os grandes vencedores, desde então. Todos eles evoluíram a tecnologia militar avançada com produção de armas nucleares, superiores as bombas utilizadas pelos EUA no Japão, cujos efeitos até então os japoneses manifestam. Desde logo, América não está sozinha no avanço da tecnologia de guerra.

A batalha de Mogadíscio que terá acontecido em 1993, também chamada de Primeira Batalha de Mogadíscio ou Batalha do Mar Negro, parte da Operação Serpente Gótica/Código Irene, onde tropas dos Estados Unidos, Paquistão e Malásia enfrentaram as forças do chefe tribal somaliano Mohamed Farrah Aidid, foi um dos variados exemplos de fraqueza militar dos EUA nos campos de combate com envolvimento directo de contingente militar. Na verdade os americanos são bons em guerras de aviação militar, com fragilamento militar à distância, sem envolvimento directo de forças armadas, com uso de material beligerante apenas. Porém, em guerra de campo, homem à homem, são fracos. Trump não se pode dar ao luxo de dizer serem eles os mais poderosos do mundo, pois, se o fizerem, terá a pior decepção num telefonema militar, de que os seus estariam a sofrer baixa em campo de combate. Quando se vai a guerra, vai – se para combater, mas o inimigo não irá presenteá – lo com flores, irá responder com a mesma violência beligerante.

Os variados exemplos sabem provar, que os russos são fortes em termos de impacto físico directo, e os americanos são fortes em termos de tecnologia de guerra e aviação militar sem envolvimento de contingente militar directa. Porém, depois da utilidade técnica da aviação militar e dos fragilamentos, é mister impor uma campanha militar de homem à homem, caso contrário seria impossível ganhar a guerra. E hoje, não se espera mais por uma bomba limiar aos bombardeamentos atómicos das cidades de Hiroshima e Nagasaki, porque os russos, chineses e coreanos do norte responderão com a mesma dimensão e tamanho, desde logo, seria pouco provável os americanos saírem vencedores face à tal guerra.

O caso do Iraque não prova a grandeza militar dos EUA, porque o Iraque terá enfrentado os EUA com todo o seu batalhão sozinho, sem nenhum aliado sequer, ao passo que, os EUA muniram – se de todos os seus aliados para fazer face ao Iraque, coisa que não irá suceder no caso Irã. Trump perdeu a cabeça de uma vez por todas, não poupou os seus nervos, avançou e solicitou o ataque de drone que terá resultado na morte do general iraniano Qasem Soleimani. O poderoso Qasem Soleimani, ex-chefe da Força Quds iraniana, é mais respeitado pelo povo iraniano que qualquer um, mais respeitado incessível que o próprio Presidente da República e toda a corte cultural e religiosa que abarca o Irã. A morte desse general terá causado um tremendo pânico ao nível do País, ao ponto do povo iraniano decidir em gesto de contribuição um dólar por cada cidadão iraniano para pagar alguém em virtude de ter Trump à sua pertença em estado morto.

E, embora as consequências do ataque ainda sejam incertas, essa acção pode facilmente desencadear um conflito militar na região. A consequência da morte do general iraniano pode traduzir – se numa guerra à uma escala mundial, basta verem as repercussões que tiveram o lançamento de foguetes por parte do Irã em resposta à morte do General. Todavia, um comunicado na pessoa do Presidente do Irã terá incentivado a morte vingança dos iranianos contra os americanos em virtude de tal cenário, sem poupar Israel. Os actores desde espectáculo militar prometem incendiar Israel e fazê – lo desaparecer do mapa mundial, coisa que jamais será possível. Porém, é claro que caso os EUA respondam face aos últimos ataques realizados pelo Irã, dará lugar à uma guerra entre os dois países, desta guerra poderá suscitar uma forte crise geopolítica em virtude dos EUA convocarem os seus aliados e o Irã fazer o mesmo. O Irã convocará a Rússia, Coreia do Norte e China. Os EUA convocará Israel e os países europeus, desde logo, dará lugar a uma forte guerra de escala mundial com envolvimento de todos contra todos.

Soleimani não era apenas uma figura ideológica importante, como Osama bin Laden, morto em 2011 durante uma operação militar também realizada pelos americanos no Paquistão. Mas estava, de facto, no comando da política externa do Irã, uma potência militar regional. Era um militar e político de importante respeito regional e também nacional. Era uma personalidade política popular tanto no país dele, quanto no exterior, e uma figura-chave de influência do Irã, no Oriente Médio e no mundo. Era ele o detentor das estratégias do Irã no oriente médio, quer sejam essas estratégias de natureza política, quanto estratégias de natureza militar, desde logo, a morte do General Soleimani agitará o anseio de colocar o mundo em brasas acesas, não há dúvida alguma de que a guerra terceira guerra mundial começa a piscar o seu olho direito. É necessário esfriar a cabeça de Trump, porque caso América responda face aos ataques iranianos, não se duvida que imediatamente uma escalada de ataques de ambos os lados envolvidos chamará em socorro países aliados à intervir, dando lugar o início de uma terceira guerra mundial.

Por João Henrique Hungulo

Bem – haja!

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