Sábado, 19 de Outubro de 2019
Follow Us

Sexta, 04 Outubro 2019 23:08

Angola está prestes a acidentar contra um furacão sócio – económico nunca antes assistido

Não há qualidade de vida em Angola à oferecer ao povo angolano, e muito menos formas de vida válida a impor. Depois de 2 anos de poder de João Lourenço, Angola aproxima – se aos poucos à beira de um tsunami económico – social nunca antes vistos, como diz o adágio francês “Petit à petit l'oiseau fait son nid”….

Basta fitar o olhar aterrado sobre o quadro actual da economia que cimenta a dimensão da esfera social do hoje, para percebermos que vivemos de “quilapi” do ocidente como diz – se na gíria, voamos da China ao FMI, do FMI aos demais País do Ocidente para bater as portas e pedir os “quilapis” do amanhã, etc, ou desde então, de um OGE encontrado no ventre do petróleo prestes à parir dinheiro, cujo parto dá acesso a vinda de um feto de baixo peso à nascença que não sustenta as expectativas do OGE, tal quanto o lavrador espera por um ovo de uma galinha que está longe de ovar.

O País corre à passos estugados à um clima social inevitável, marcado por uma crise caótica nunca antes assistida, a inflação que corre à uma velocidade da luz acrescerá à cada dia que se passa ao ambiente frustrante do cidadão angolano, estamos perto de um furação económico nunca antes assistido.

Um futuro cego, completamente privado de visão é o que norteia o País, não se sabe em que solo pisamos, nem sequer o que há de acontecer entre nós no futuro, estamos entregues à Deus dará, à deriva, sem eira, nem beira, feitos um pássaro que sem asas quer voar. A extrema pobreza no sul do País entregou o País à desgraça, cursando com fome e morte inadiáveis no Cuando Cubango, no Cunene. Essas catástrofes hediondas são das calamidades que sinalizam como um simbalo que tine a dramática vida de um futuro de incertezas que espreita sobre o País… Até então, o Governo não conseguiu bater sobre as águas das soluções para responder as questões mais relevantes que asfixiam a vida do povo no sul de Angola. A oferta de motorizadas não pode fundamentar uma forma inteligente de tratar a seca que acorre à direcção sul do País, nem sequer seria vista como uma forma de remediar o problema, é uma medida paliativa não resoluta e ineficiente. A construção de diques de armazenamento de água, seria assim, a medida mais inteligente para o problema, porém, tal projecto é de médio ou longo prazo.

A carência social do povo angolano, cresce como musgos crescentes em troncos velhos ou como o bolor sobre cascos perdidos num ermo. O desemprego tornou – se numa epidemia nacional, cuja virulência aniquila a felicidade da juventude angolana de forma degenerativa e profunda, aos dias actuais, marcando – se por um mar de insatisfações por parte de muitos que chegaram a vida socialmente activa. A aplicação do IVA não servirá de remédio algum para curar as feridas da crise económica. Não servirá de meio para anestesiar o clamor aberrante do povo que sofre calcinado nas dores incutidas pelos novos tempos, será, antes pelo contrário, um verdadeiro presente envenenado que matará a felicidade do povo aos poucos, como o veneno do rato põe em causa a vida de um roedor. Com tal fenómeno a corrida da inflação para o cimo de uma montanha, assemelhar – se – á à corrida de Emerson Fittipaldi da fórmula I. Estamos prestes à chocar num icebergue irremediável de teor sócio – económico.

Há, assim, um sentimento de sofrimento global por parte do povo angolano. A crise económica aumenta de maneira progressiva e degradante, não poupa a ninguém, o Governo está longe de encontrar soluções pelas questões que é chamado à intervir. É inegável que nessa conjuntura caótica actual que asfixia o País feito um homem enforcado por cordas, avulta do lado do povo angolano extremo descontentamento social, pelo facto do Estado angolano, não abrir o livro das soluções para responder à todas as tragédias sociais que mastigam a alegria do povo, tal quanto um jacaré ataca sua vítima.

O povo ficou órfão de um Governo que não sabe assistí – lo. O crescimento da criminalidade infanto – juvenil é o troféu ganho desta desgraça que aterrou sobre os últimos dias, assemelhando – se as favelas da Rocinha no Rio de Janeiro. A prostituição transformou – se num modo de vida para a mulher mais jovem e mais carente, como sendo o único negócio para responder às problemáticas que se elevam aos nossos dias no forum feminil. Há quem questiona se Cristo bate as portas ou já está entre nós, e o fim já está à vista? Dizem os versados em teologia, de que o pranto, o ranger de dentes e a dor dos últimos tempos traduzem a manifestação activa da vinda de Cristo à terra, descrevendo em carne viva a vontade de Deus descrita em Apocalipse. É o fim dos tempos, a guerra de todos contra todos, descrita por Hegel é um destes exemplos assistidos em Angola. As divisões grupais manifestam o descontentamento social que alarma o panorama angolano contemporâneo.

Porém, é necessário muito cuidado com qualquer formulário ou receita para a crise económica que assola a nação angolana, antes que as formas de remédios à buscar atam o País em efeitos colaterais incalculáveis que obrigarão todas as gerações sucessivas à pagarem as favas. Neste campo, muito mais ainda, se necessita de meios inteligentes para buscar soluções que não avultem efeitos colaterais devastadores para o futuro do País, amarrando – o à dívidas externas infindáveis.

O País clama, e parece não baixar de pressão, parece existir no meio social um povo posto a depor num tribunal com o cano da espingarda apontado à cabeça, ou por outra, parece existir um povo posto à ferver dentro de uma panela de pressão. O estresse emocional atingiu os cem graus centígrados, o povo está a transpirar de tanta dor do sofrimento que se vive hoje. A dor do sofrimento não para de ferir a felicidade do povo angolano: “Estamos prestes a chocar contra o pior tsunami sócio – económico nunca antes assistido.”

O País está a verter sangue, de gente inocente a morrer de fome no Cuando Cubango, no Cunene e por Angola além. Uma série de ondas de fome e carência de vida causadas pelo deslocamento de um grande volume de necessidades sociais e económicas, como a falta de emprego, a seca, a subida da inflação, a falta de acesso a divisas, a falta de água potável, a falta de luz eléctrica, a falta de saneamento básico do meio, a falta de estradas com qualidade, a falta de produção de alimentos à nível nacional que satisfaçam os interesses do País, a falta de ensino com qualidade, a falta de saúde humanizada e com qualidade, a falta de qualidade de vida, a falta de lazer, a falta de transportes públicos, a falta de valorização do kwanza, a falta de uma vida digna para o povo, alarmam sobremaneira  a nação angolana em todos os cantos deste País, deixando o País entregue à um destino sem futuro e a um futuro sem utilidade.

Enquanto uns morrem no Cunene e no Cuando Cubango com a fome e a seca, outros tantos milionários e bilionários dão – se ao luxo de dar um casamento inédito, dos contos de fada, a esbanjar milhares de dólares para serem consumidos em horas de festas. Pede – se ao povo que aperte os cintos, antes que o avião desembarque, mas os deputados soltam os cintos e constroem um ginásio milionário. Os ministros calçam novos sapatos para a cidade milionária à ser edificada no Bairro dos Ministérios a ser situada na Chicala. Não podemos contudo esquecer que a própria felicidade do povo angolano está presa na desgraça infindável, e que, a sua satisfação plena depende da faculdade do Estado (como organismo fundamental e central) de dar soluções à gama de problemas que se assistem actualmente, evitando que o povo sofra desnecessariamente pela crise que o próprio Estado procurou encontrar e enfrentar.

Contudo, o povo perdeu a fé, de ter no futuro um País a risonho à brilhar.

Porém, uma felicidade feita de promessas como a dos 500 mil empregos, não submetida à crítica, como a do quadro actual que se assiste no País, que o tempo e o olvido não apagaram…. Acende para o País um clima social infalível que queimará à todos.

No entanto, se a felicidade do povo angolano for apenas um estado psicológico de promessas políticas nunca possíveis de as realizar, toda ilusão que permite uma sensação de paraíso artificial seria então legítima. Mas não cremos que seja dessa felicidade que verdadeiramente o povo angolano procura encontrar, em que lhes são prometidos km e são lhes dados mm. A vida do povo agravou – se a cada dia que se passou, e parece não existir solução alguma por parte do actual Governo que dirige o estado de coisas que caracteriza a nação angolana, não é necessário ser um profeta de ferro ou de barro, de aço ou de chumbo para perceber que Angola fez – se num País com um futuro incerto.

Cremos que o angolano mais feliz e mais atento, é até, o acusado de ser infeliz por muitos, que sabe, que não deve acreditar ingenuamente em promessas sem factos, hoje!

Bem – haja!

Por João Henrique Hungulo

Rate this item
(18 votes)

Log in or Sign up