Terça, 02 de Junho de 2020
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Sexta, 27 Março 2020 21:45

Governador do BNA encara atual momento da economia angolana com "alguma serenidade"

O governador do Banco Nacional de Angola (BNA) disse hoje que as reformas efetuadas até aqui permitem encarar o atual momento da economia angolana “com alguma serenidade”, mas admitiu que pode ser necessário redobrar os esforços.

José de Lima Massano falava hoje após o final de uma reunião do Comité de Política Monetária do BNA, que analisou também os possíveis impactos da pandemia provocada pelo novo coronavírus sobre a economia nacional, com particular atenção nas contas externas e as suas implicações na condução da política monetária e cambial.

Segundo o governador do banco central angolano, a manter-se o atual quadro da baixa do preço do barril de petróleo, o Orçamento Geral do Estado terá de ser revisto, originando “um período de dificuldades acrescidas”.

“O conjunto de reformas efetuadas até aqui permite-nos encarar este quadro com alguma serenidade, mas é claro que o preço do petróleo abaixo dos 30% coloca desafios acrescidos a todo o exercício de estabilização macroeconómica e também na melhoria da condição de vida dos cidadãos”, referiu José de Lima Massano.

Do ponto de vista da estabilidade do sistema financeiro, informou o governador do BNA, o exercício efetuado no final de 2019, com a avaliação da qualidade dos ativos, indicou que a larga maioria dos bancos do país “tem robustez suficiente para continuar a operar e a apoiar a economia”.

“Os nossos receios é que, ao ser longo o período, estes esforços e este apoio possam eventualmente traduzir-se numa necessidade de termos que revisitar os níveis de capitalização dos bancos comerciais, porque poderemos ter uma vaga de crédito que entra em situação irregular, demandando um esforço maior por parte dos bancos comerciais”, referiu.

“Poderemos ter uma menor vontade de criação de postos de trabalho, com impacto também em responsabilidades que muitos dos cidadãos têm perante os bancos comerciais”, acrescentou.

Contudo, prosseguiu José de Lima Massano, mantém-se de alguma forma a serenidade, tendo em conta “o conjunto de medidas que continuam a ser adotadas, com os estímulos, que estão a ser concedidos também para apoio ao tecido empresarial, que todo este quadro poderá ser mais uma oportunidade para se acelerar o processo de diversificação da economia”.

“De novamente olharmos para dentro, para as nossas potencialidades e disso tiramos maior proveito”, afirmou.

Para José de Lima Massano, “não é um momento de desânimos” ou de cruzar “os braços”.

“É o momento de reunirmos outra vez energias para superarmos esses desafios e sairmos de toda esta situação mais fortes”, frisou.

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