Sábado, 19 de Outubro de 2019
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Quinta, 19 Setembro 2019 14:06

Estado angolano vai vender maior empresa de seguros de Angola “ENSA” este ano

A venda da maior empresa do ramo de seguros do País - Ensa, criada em 1978, está prevista para este ano, via concurso público, no âmbito do Programa de Privatizações (Propriv), que está a ser desenvolvido pelo Estado Angolano.

À semelhança da Ensa, uma das empresas de referência do país, o Estado vai dispor, também, este ano, das suas acções ou participações nas cervejeiras Cuca, N'gola e Nocal, onde detém mais ou menos 1% em cada uma delas, anunciou hoje o Coordenador Adjunto do grupo técnico das Comissões Internacional para Implementacão de programas de
privatização, Patrício Vilar.

O cronograma de privatizações, segundo Patrício Vilar, que apresentou hoje o “Propriv” em um encontro com potenciais investidores e interessados, vai vender a maioria das empresas de referência em 2020 e por via de concurso público.

A maioria dos processos de privatização de empresas de referência em que o Estado angolano tem acções ou participações, como o caso do banco BAI (8,5%), BCI (100%), Caixa Angola (25%), TVCabo (49%), Unitel (20%), Mota Engil (20%) e Biocom (20%), terá início em 2020.

Além destas, Patrício Vilar indicou também como empresas de referência abrangidas no processo de privatizações para próximo ano, sem precisar a percentagem das acções do Estado, a cimenteira Nova Cimangola, Secil Lobito, NetOne, Angola Cable, Aldeia nova, MS Stelcom, Multitel, Textang, Satec, África Têxtil e Enana – que, neste processo, vai gerar uma empresa a ser privatizada.

Patrício Vilar, também presidente da comissão executiva da Bolsa de Dívida e Valores de Angola, realçou, na sua apresentação, que das 195 empresas abrangidas pelo Propriv, apenas 17 vão ser vendidas por via da bolsa, enquanto as 178 serão por concurso público.

Dentre as 17 empresas a serem vendidas via Bolsa consta a MSTelcom,ZEE, Multitel, Caixa Angola, Aldeia Nova, TAAG, Angola Cable, Sonair e Banco Económico. E serão vendidas através da bolsa pelo facto de terem as suas contas auditadas sem reservas.

O Propriv prevê privatizar em 2021 as empresas Bodiva, Sonangalp, Angola Telecom, Angola Cable, Sonair , TAAG, Banco Económico e, em 2022, as últimas empresas, nomeadamente, a gigante Sonangol, Endiama e Correios de Angola.

O encontro com potenciais empresários e potenciais investidores foi aberto hoje, com um discurso do ministro de Estado para Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, e termina nesta quinta-feira.

O evento contou também com um discurso do representante da Corporação Financeira Internacional (IFC), uma entidade financeira do Banco Mundial (BM), Imad Fankhoury, que chamou atenção para a necessidade de transparência neste processo de privatização.

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