Sábado, 19 de Outubro de 2019
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Quinta, 10 Outubro 2019 19:16

Reino Unido: Embaixada de Angola “ameaça” levar activista cívico angolano à contas com a justiça daquele país

A embaixada de Angola no Reino Unido da Grã- Bretanha e Irlanda do Norte fez sair um comunicado oficial, no início desta semana, que dá conta de uma suposta campanha de difamação online contra o seu Embaixador, Rui Mangueira, e, em resposta, promete encaminhar o assunto para as autoridades judiciais do Reino Unido para o tratamento devido, como lê-se no comunicado.

Gilberto da Silva, mais conhecido como Gika Tetembwa, como mencionado no comunicado, é o jovem activista acusado pela embaixada como o promotor de uma alegada campanha que visa “agredir verbalmente a pessoa do Embaixador Rui Jorge Carneiro Mangueira”, de acordo com a informação disponibilizada.

Na base de tais pronunciamentos da embaixada está um vídeo colocado a circular pelas redes sociais no passado dia 28 de Setembro, através do perfil do Facebook do acusado, no qual o mesmo faz críticas directas ao consulado de Rui Mangueira, acusando este de práticas como o nepotismo, racismo, corrupção, entre outras.

Em uma linguagem caracterizada como “extremista, agressiva e sem qualquer qualificação no ponto de vista cívico”, pelo comunicado da embaixada, Gika Tetembwa expressa, sem receios, o seu posicionamento ante aquilo que considera “injustiças” por parte da figura do embaixador, prometendo, inclusive, uma manifestação de contestação contra o mesmo, caso seja necessário.

Com o interesse de salvaguardar o direito de resposta, após termos tido contacto com o comunicado da embaixada, contacta- mos, de imediato, o activista Gika Tetembwa, que nos disse que, até ao momento da nossa comunicação, não teria sido “oficialmente notificado e que o nome que consta do comunicado não é o seu nome de registro pelo que não se pronunciará sobre o assunto”. Ele, que já reside em Londres há mais de 10 anos, disse-nos, contudo, “que não retira nem uma vírgula daquilo que disse na sua conta do Facebook”.

Por Israel Campos , Londres / OPAIS

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